Pedido de divulgação.
Vivemos tempos árduos e de exasperação (apetecendo dizer o que vem à cabeça e disparar para todos os lados), mas não vamos por aí, não é isso que aqui se pretende. Não promovamos o espírito bufo e a caça às bruxas. Temos é que serenamente fazer a cama a quem precisa dela feita, com inteligência ativa e contenção verbal. Aqueles a quem me dirijo sabem do que estou a falar. Vamos Ficando em contacto pelos meios habituais que per si, são insuficientes. Estamos sós e desta vez, não orgulhosamente, porque sentimos que caímos no “silvado”. E para esta questão não há “branqueador”, porque o princípio ativo do produto é o “silvanite”, ou seja adequa-se instantaneamente ao agente agressivo colaborando com ele numa ligação química ainda mais resistente. Neste serviço a competência não interessa. Se és competente e consegues escrutinar em permanência as atitudes e asneiras destes “produtos da natureza” estás condenado a ir apanhar ar fresco.
Os formadores e professores são os que formam o país e o tornam mais rico, lamentavelmente a maioria das pessoas não reconhece o seu trabalho e com todo o apedeutismo apontam-lhes o dedo e injuriam-nos à boca cheia de não fazerem nada ou passarem boa parte do ano em férias, com um total desconhecimento relativamente ao seu trabalho, antes assim fosse.
E por falar nisso, aproveito para expressar o meu profundo desagrado pelo regime de esclavagismo que se vive enquanto formador do IEFP. Nesta instituição, os formadores são prestadores de serviços, pagos à hora. Catorze euros e quarenta cêntimos. Assim, como é do conhecimento comum, uma vez que ganham à hora, não têm direito a férias, subsídio de férias nem subsídio de Natal, com suporte próprio das refeições. Estaria certo se não fosse os 14,40€ passarem rapidamente para o mesmo que ganha uma mulher-a-dias (sem menosprezo, apenas para comparar). As muitas horas de reuniões, de preparação de aulas, de avaliações, de preenchimento de formulários e de produção de materiais de estudo… zero euros, nada! Fazendo bem as contas, o formador já ganha menos do que a mulher-a-dias. Depois há a Segurança Social (o mínimo são 124,09 e tal euros/mês), não serve para nada mas é obrigatória. Nesta altura, os formadores começam a pagar para trabalhar. Mas, o pior é isto: como não há reservas para substituições, os formadores não podem faltar de maneira nenhuma, nem que seja por motivo de força maior. Nem que estejam doentes. Portanto, há sempre uma quantidade de formadores a arrastar-se para as salas de aula, doentes, tanto mais que não têm direito a baixa. E quando se acabam as horas de formação, subsídio de desemprego também não há. Quem não agradar aos chefes, fizer qualquer leve crítica ou lançar uma pergunta indiscreta, nunca mais é contratado. É comer e calar. Quem não gosta, ponha-se a mexer. Que fazer?…
Isso passa-se num Instituto do Estado (onde, por sinal, sem se saber como nem porquê – sabe-se, mas não convém dizer… – há uns nababos a receber milhares de euros/mês e cheios de regalias).
Neste fabuloso mundo de negócios nebulosos constatamos surpreendentemente que para além post do quase ex-formadores, pois fomos colocados na sequência de concurso público promovido através do Aviso de Abertura de procedimento de seleção n.º1/2012, de 17 de Dezembro (IEFP, IP), onde, supostamente seriamos renovados por três anos (até 31 de Dezembro de 2015), não vemos agora, o nosso tempo de serviço reconhecido em pé de igualdade como o professor da escola, mas antes, como formadores externos!
Questiono-me também, relativamente aos contratos efetuados no supracitado concurso. No presente ano continuam a haver centros onde os formadores assinaram até 31 de Dezembro de 2014 e outros até 31 de Junho do corrente. Então não há homogeneidade? Ainda bem que não temos necessidade de planear as nossas vidas.
Andamos na corda bamba, numa lufa-lufa, entre risos e cortes de tesoura, desde Janeiro que solicitamos o bendito papel do tempo de serviço, ansiosamente chegou!! Veio como uma lufada de ar fresco, mas assim como veio, assim se foi, pois não é reconhecido por nada, nem por ninguém.
Não temos uma associação que nos represente, um sindicato, ou um advogado. De acordo com a lei, parece-me óbvio que facilmente farão prova de que não nos é aplicado o estatuto de “prestador de serviços”, pelo menos no que respeita ao designado tempo de serviço.
Não há dúvidas que são os nossos próprios governantes que desvalorizam a função de quem forma e ensina… Os formadores e os professores são fundamentais ao país, devendo ser valorizados e beneficiar de condições de trabalho atrativas, motivadoras e que permitam exigir-se-lhes a máxima qualidade!
Nas instâncias superiores do IEFP e no ministério da tutela só não sabem o que acontece há muitos anos se não quiserem saber. Ou porque também têm culpas no cartório e vão-se todos protegendo. O polvo é gigantesco e tem inúmeros tentáculos. O mau cheiro está por todo o lado.
Toda a máquina, o sistema, não passa de uma grande engrenagem cujo combustível se move à base da corrupção, a bomba é sobre o sistema, as práticas, os tachos, o tráfico de influências, a desigualdade, o engano em que caímos quando entramos nesta Instituição!



54 comentários
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obviamente 14,40 é de facto pouco, concordo, sabemos bem o trabalho que implica antes de chegar à aula! infelizmente, conheço quem ganhe bastante menos a trabalhar em centros de explicações e afins, cerca de 6 euros à hora… é onde chegamos, ganha-se de menos neste país
Desses 14,40 é preciso tirar o que se paga para a segurança social, o seguro obrigatorio, etc. etc…
E 25% de IRS, estão a esquecer-se? Depressa estes 14,40 se reduzem a metade. Além disso, atualmente trabalhamos cerca de 30h letivas semanais; há semanas que chegam quase às 40. (compensa-se na semana seguinte – dão-se uma “meras” 25, por exemplo e é se der, caso contrário, são mais 35…) As horas são horas efetivas de 60 minutos, não são tempos de 45 mns, como na escola. Interrupção no Natal, na Páscoa, em Agosto????? O que é isso de interrupção? Já nem nos lembramos!!! Comer uma refeição decente ao almoço…isso existe? Onde??? A não ser que seja dentro do carro, enquanto me desloco de um local de formação para o outro, às vezes percorrendo uma distância de 50 ou 60 kms, isso tudo na bendita hora de almoço! Sim, é verdade, porque saímos à uma para entrar às duas e penso que ainda nenhum de nós é omnipresente, ainda que o IEFP pressuponha que tenhamos capacidades sobrenaturais, ao que nos exige!!!!!!
No IEFP há uma grande pirâmide!! Os formadores estão na base e são tratados como ralé. Os formadores que queimam as pestanas a fazer pesquisa, dedicam longas horas a coligir e preparar materiais de qualidade, entre outros documentos, não descurando outras profissões e então, onde está a valorização destas pessoas que praticamente abdicam das suas vidas pessoais em prol do bom funcionamento desta instituição? O nosso bendito tempo de serviço chegou sim, em horas, a semana passada. Fomos grandemente enganados ao concorrer ao designado concurso, pois é colega, também me pergunto porque é que o nosso tempo não pode ser equiparado ao de um colega que esteja em regime de contrato numa escola, por exemplo? É uma vergonha o que se passa neste país.
Quando se dão chaves de palheiro a pessoas que não valorizam os recursos da própria casa dá resultados destes. Tudo isto diz o país que somos, e os aprendizes de políticos que temos.
Outra ironia do mencionado concurso: não nos querem contar o tempo de serviço da mesma forma que os docentes que estão nas escolas. Não podemos baixar a cabeça a tudo, já basta curvarmo-nos a todos os desígnios das chefias sem termos margem de manobra para nos manifestarmos pois corremos o risco de virar parar ao olho da rua.
E do pagamento a que temos direito pelas deslocações superiores a 20kms? Tanto haveria para dizer…
20kms??? LOL Então quem está numa escola a mais de 20kms do seu local de residência tem direito a alguma compensação? Não!!!
Se um professor estiver a dar aulas em duas escolas de agrupamentos diferentes (coisa comum nestes dias, em que temos que agarrar tudo o que aparece) e se as escolas se situarem a uma distância superior a 20kms, há algum compensação? Não!
Então porque deveriam de a ter os formadores? Mesmo que alguns sejam professores e tenham CONCORRIDO e ACEITADO a vaga como formadores. Não acho justo que tenham subsidios de deslocação.
Se tivesses que fazer mais de 2000 kms por mês à conta das deslocações, como muitos formadores/professores, estavas mas era caladinho.
Por fazer em média 2400 kms por mês entre o local de residência e os 3 locais de trabalho que tenho é que eu manifestei a minha opinião! Posso continuar a ter ideias próprias e liberdade de expressão ou não? Aproveito para o informar que não recebo nem mais um cêntimo pelas deslocações que faço e mesmo com os 3 trabalhos que tenho (2 deles no ensino) não chego a alcançar metade do que deveria receber se estivesse colocado com horário completo.
Então reclama que deverias receber e não venhas para aqui meter-te contra colegas que “se eu não recebo acho que os outros também não devem receber”.
Podes ter ideias próprias mas poupa-nos a ideias frustradas.
Se tens 3 empregos, não querias fazer kms?
De facto parece que se nota um certo recalcamento em relação aos teus colegas por não teres horário completo.
Se têm horários completos ainda bem para eles. Só espero que tenham sido obtidos com respeito pela lei. De resto nem recalcamentos nem invejas. Simplesmente tenho 3 empregos porque preciso deles para não faltar às minhas obrigações e viver como qualquer outro cidadão. O que não me diz respeito passa-me ao lado.
Mas continuo a afirmar as minhas ideias. Não concebo a indignação por coisas que sabiam à partida que eram assim.
Sou formador do iefp e também entrei por esse concurso. À minha custa faço em média 900kms poe mês. Já agora que igualdade é essa que permite que uns assinem por 6 meses e outros por um ano? Nós somos é muito moles!
Colega a minha média é 1200kms e nem um tostão. A hora do almoço é na estrada na minha companhia.
Caro colega faço em média cerca de 2400kms por mês e também não recebo mais por isso. Quanto à equidade nos contratos se esta estava estabelecida aquando da contratação, só tem uma coisa a fazer: Apresentar uma queixa!
meu caro. quem dá formação tem de estar num sítio de manhã, outro de tarde. fazer a viagem em 45m a 1h. sem direito a hora de almoço…eu faço cerca de 800 km semana e nunca vi nenhum “subsídio de deslocação”. e já agora…os formadores deveriam todos receber ajudas de custo, bem como TODOS os professores!!!!Somos todos da mesma classe ou não?!?! esses ataques não nos dignificam nada…estamos todos no mesmo barco…ou deveriamos estar…
Eu faço 2400kms por mês e também não recebo mais por isso.
Em relação ao pagamento de ajudas de custo a formadores e professores. É a sua opinião, respeito-a mas discordo. Porque entendo que isso só iria fomentar mais aldrabices de alguns que forjariam o local de residência para ao final do mês terem mais um complemento ao ordenado.
Vc é um grande cabeçudo, está a querer comparar o incomparável. Uma coisa é a deslocação para o trabalho, outra é a deslocação entre 2 postos de trabalho entre empresas distintas e outra é deslocação dentro da mesma empresa (E é disto que se trata!!). Os centros de formação têm salas espalhadas, muitas vezes, por um distrito, por isso é que se exige aos formadores viatura própria (para estar ao serviço do IEFP, que não paga a manutençao) para se possam deslocar. Às 8:00 está-se num lado, às 11:00 tem que se estar noutro. Não sei se é mesmo professor, mas é por causa de pessoas como o senhor que os professores são espezinhados da forma como são!
Caro PM,
Primeira ponto.
Julgo não ter ofendido ou injuriado nem a si nem a ninguém. Como tal, espero que modere as suas palavras.
Dizer que sou um grande cabeçudo…. Talvez seja um elogio, por ter um discernimento superior ao seu em relação à educação e regras de convivência. Mas mesmo assim dispenso elogios seus.
Se o caro PM é professor e tem esta atitude porque discorda de uma opinião. Só tenho pena dos seus alunos.
Segundo ponto.
Quanto às deslocações sejam elas feitas entre escolas do mesmo agrupamento ou não, o empregador é o mesmo. O Ministério da Educação e Ciência.
Acrescento ainda que existem casos de professores que fazem uma gincana diária entre escolas do mesmo agrupamento e que percorrem entre elas mais do que 20kms, sem direito a qualquer compensação.
Noutros casos existem professores que leccionam em dois agrupamentos diferentes, por vezes em distritos diferentes e também nestes casos não tem direito a compensação pelas deslocações.
Ainda considera incomparável?
Terceiro ponto.
Quanto à exigência de viatura própria, se foi um requisito imposto na contratação. Tanto quanto julgo saber é ilegal por que não respeita o principio da igualdade. Não podendo ser discriminado por possuir ou não viatura própria. Nem como pela distância entre o local de residência e o trabalho. Uma vez mais aconselho a quem se depara com estas situações a ler a legislação.
Quarto ponto.
Sou mesmo professor, dou aulas em dois locais diferentes, ainda tenho um terceiro emprego à noite, faço em média 2400kms por mês não recebo mais por isso e no fim de cada mês o conjunto das remunerações não chega a metade do que deveria receber se estivesse colocado com horário completo.
e sair de um curso e entrar noutro à mesma hora, com deslocações de meia hora, uma hora? e dar 9, 10, 12 horas seguidas de formação? e não ter fotocopiadora (estes cursos não têm manuais escolares, portanto a fotocópia é essencial), impressora, projector? e ser ludibriado com um suposto contrato de 3 anos e neste momento não saber se há trabalho em julho? e a falta de acompanhamento relativamente às turmas? e o esgotamento psicológico e físico de aguentar 30, 40 horas de formação por semana, fora o trabalho de preparação, de correcção? etc. etc. etc.
Boa noite,
será que poderia falar consigo sobre a formação do IEFP? Fui seleccionada e queria ouvir outras opiniões.
Sr. Prof. Anónimo até o entendo. Mas se não conhece as cláusulas do nosso contrato seria melhor ter ficado calado.
Do que eu tenho conhecimento, quem se candidatou a essas funções foi de livre vontade. Ninguém foi obrigado a ser formador do IEFP.
Quanto às cláusulas, reconheço o meu desconhecimento, porque nunca me foi apresentado o vosso contrato. Mas se me tivesse sido apresentado teria lido antes de o assinar.
Se não concordavam com alguma coisa tinham uma solução, não assinavam.
Realmente é triste haver na classe (tenho sérias dúvidas que seja), pessoas deste calibre.
Não comento mais nada. Há coisa que não merecem a nossa atenção.
Ó Senhor Professor Anónimo… veja lá se entende, se está no contrato, que foi lido e relido, esclarecido e mais do que esclarecido, de que temos DIREITO a receber ajudas pelas deslocações superiores a 20 kms e até agora nada, faça-me o favor… repare, o Sr. pode até fazer 2500 kms mas se o seu contrato não lhe dá o direito a receber pelas deslocações é outra coisa…
É (mais um) triste como tantos outros fora da profissão que gostam muito de opinar sem nada saber.
Caro SONY. Não sei se leu o que escrevi acima. “Quanto às cláusulas, reconheço o meu desconhecimento, porque nunca me foi apresentado o vosso contrato.”
Se estava no contrato tem que pagar. Embora eu não concorde com este sistema de compensações. Mas isso é a minha opinião, que é minha e vale tanto como as de outros. Se não estava no contrato não há nada a fazer.
Em resposta ao utilizador AMI:
Não sei qual é a razão da sua insistência em desconfiar das minhas habilitações profissionais. Se quiser ofereço-lhe uma cópia dos meus diplomas.
Tal como já disse a outro utilizador aqui do blog. Julgo não ter ofendido ou injuriado nem a si nem a ninguém. Como tal, espero que modere as suas palavras.
Triste é ter alguém que não respeita as opiniões de outros e ainda consegue ser insultuoso.
Onde é. Que está a malta do quadro a lamentar tamanhas injustiças?
Concordo plenamente com o autor deste post, também eu já fui «escravo» do IEFP, agora considero-me um parasita do IEFP, uma vez que estou desempregado e sou um dos poucos que ainda te subsídio…Com este governo, o ensino em 2 anos regrediu 20 anos e são vários os exemplos que provam esta miséria: o nº de alunos por turma, o nº de horas semanais, oferta educativa, apoio ao estudo, ……….
É triste ver que o panorama no Iefp não mudou nada desde há 5 anos, altura em que também lá fui escravo enquanto formador. O mesmo esquema de compadrios, o quero, posso e mando por parte das chefias, os formadores internos senhores si! Hoje falo sem medo de represálias mas atenção colegas que infelizmente a ditadura continua para alguns.
Deviamos era apresentar queixa ao Provedor de Justiça. Que direitos são estes em que uns assinam por meio ano e outros por um ano? Temos os concursos à porta então e o tempo a que temos direito? Em horas? Para além de enganados ainda fomos roubados!
Quando os professores/formadores começam com a harmonia graxista do “o que importa são os alunos”, “o aluno é o futuro”, “faço tudo pelos alunos”, dá nisto… O que zelam a mais pelo interesse nos alunos, zelam a menos pela sua própria vida pessoal e profissional.
Quando me cortaram no ordenado também eu cortei no “ordenado” dos outros, cortei a tv da Zon e mudei o tarifário do telemóvel. Interpretem como quiserem 😀
Cara Ana, concordo plenamente consigo
Eu trabalho nas limpezas e por nove horas GANHO 25€ sem direito algum e posso vos garantir que o meu trabalho é bem mais árduo e mesmo assim há quem esteja pior não se queixem o tempo das vacas gordas já acabaram.
Minhas caras senhoras antes de escreverem sobre estes assuntos, façam o favor de se inteirarem da matéria. TRATA-SE AQUI SOBRETUDO DE DATAS DE CONTRATOS E TEMPOS DE SERVIÇO. Recomendo-vos uma leitura atenta e respostas fundamentadas. Sr.a Maria Sala, já agora, que descontos faz? Como funciona a sua progressão na carreira?
Cara sra Maria Clara gostava que me explicasse o seu conceito de árduo no contexto do mencionado. Já agora, faz o seu trabalho, chega a casa e tem disponibilidade para estar com a sua família porque o seu trabalho ficou lá. Com certeza não leva tpc para para o dia seguinte. Ainda bem para si.
Quando aceitaram já sabiam desses tipos de contratos? Estive numa profissional privada e era muito melhor! Os professores andam a baixo de cão pois existem aos pontapés, são agora de mais, quando há muita oferta é o que dá. Infelizmente isto não vai melhorar para nós e ainda andam a sair profs com média de 20 valores. Com os médicos nenhum governo brinca, há poucos, há poucas faculdades… Temos é que mudar de vida, aos 20 anos e aos 30 anos aceitamos ser escravos, depois dos 40 já não dá para aguentar, é melhor ser mulher a dias pois não leva problemas e trabalho para casa…
Colegas sou formadora do IEFP há anos e com este concurso os colegas que entraram acharam-se melhores que os colegas que lá estavam. Achavam que os que lá estavam não eram profissionalizados… engano somos e com anos de serviço mas o nosso tempo nunca foi contabilizado como na escola. AGORA já percebem isso. Criticaram o nosso trabalho, ninguém trabalhava bem etc Muitos mentiram nas entrevistas e aceitaram as regras. Agora é que se queixam. O concurso foi considerado ilegal por isso nem deveriam ter renovado contrato. Deveria ter sido realizado outro e desta vez sem ilegalidades. Espero, sinceramente, que o ERRO seja corrigido e desta vez só concorre quem quer. Se não estão felizes há colegas que adorariam estar no vosso lugar.
LOL, podias disfarçar melhor…
Como diz o outro… “o que tu queres sei eu!”
dou formação (não pelo IEFP) há mais de dez anos e sempre trabalhei nessa situação descrita. Nunca ninguém se preocupou, mas agora que houve esta vaga de contratação é que o pessoal se confronta com a dura realidade. Afinal já não parece tão mau ser professor contratado, pois não?
E por que nunca te queixaste? É porque devias gostar da situação.
Quanto é que o concurso foi considerado ilegal e por quem? Essa está boa!!!!
Author
Post de 18 de Junho: http://www.arlindovsky.net/2013/06/resposta-da-provedoria-de-justica-sobre-o-concurso-do-iefp/
Isso não é uma decisão judicial. É apenas o parecer do Provedor de Justiça.
A instituição IEFP pela sua natureza e função não deveria “tratar” os seus formadores desta forma. Os colegas devem denunciar aqui todos os casos de forma a que o Presidente tome conhecimento e age em conformidade. Nenhum Presidente gosta de ver os seus formando assim tratados: mal pagos, sem direitos … em trabalho precário. Estamos a falar da Instituição de protecção aos desempregados.
Não quero nada, porque trabalho no IEFP. Já trabalhava e continuo a trabalhar entrei no concurso (mas não concordo com ele) mas os meus colegas (os novos) sempre criticaram os que já lá estavam e agora estão a abandonar o barco. Os Novos que entraram no concurso nem aceitam bem os que já lá estavam e que também ficaram… enfim
E já agora uma dúvida para os outros IEFP’s, quem gere o vosso horário? o contrato fala em 30 horas semanais,… como é atribuído o “trabalho”? têm alguém a organizar horários (…) ou “mendigam” à porta de gabinetes?
Ainda aqui ninguém falou nos intervalos. A legislação diz que temos direiro a 10 min por casa hora, chegamos a fazer 4 horas seguidas de formação ao mesmo curso com um único intervalo de 15 minutos.
Posso deixar o meu testemunho em relação a esta questão. Sou formador do IEFP há cerca de oito anos e tive a felicidade de ficar neste concurso.
Não fui contratado por compadrios nem por esquemas que acabaram denunciados. Houve critérios que talvez não fossem legais, como a proximidade geográfica, mas entristece-me ver este critério e outros ainda mais “manhosos” em oferta de escola sem queixas ao Provedor de Justiça e aceites como naturais pela generalidade dos colegas.
Trabalhar no IEFP não é para todos, aliás, só fiquei neste concurso porque muitos colegas mais graduados desistiram ao ser informados das condições. Era, salvo erro, o vigésimo nono na lista e acabei por ser o primeiro a entrar no meu grupo. Ou seja, houve vinte e oito colegas que desistiram! Nunca me queixei dos horários de formação (a exceder as trinta e cinco horas semanais), dos quilómetros palmilhados (a exceder os 1100 semanais), dos grupos cada vez mais desmotivados e revoltados. Pelo contrário, podia finalmente fazer o que gosto com a segurança de um contrato de três anos. Queixo-me agora da injustiça de ver o Instituto dar o dito por não dito em relação a esta matéria e em relação à contagem do tempo de serviço.
Sou licenciado em Ensino e considero-me mais um formador do que um professor. Entre os formadores vejo, a maior parte das vezes, solidariedade. Entre os professores vejo, a maior parte das vezes, mesquinhez e individualismo. E quanto mais leio os comentários de colegas em locais como o blog do arlindo e outros ligados à educação, cada vez mais me entristece ver a forma como esta classe se alegra com o azar que calha aos outros e se abespinha com algum esporádico golpe com que a sorte os favorece.
Deixo aqui a minha prestação. Ministro formação neste instituto há cerca de 7 anos. Passei por alguns centro de formação desta entidade, onde de facto, constatei que a nível administrativo funcionam de modos diferentes. Alguns pontos como referente este artigo, falando em desrespeito por nós, seja fiscalmente, seja pelos constituintes funcionários/direcção dos centros em questão também passei.
Confesso que acabei a adaptar-me, e como todos os colegas todos temos vida, família, futuro e objectivos que queremos cumprir. Embora não concorde com a minha moleza, acabei a ser passivo com estas situações. Não estou contente! Não sou valorizado como deveria, pois neste artigo falamos em questões genéricas, mas existem tantas outras que não foram abordadas…desde do público-alvo nos últimos anos, até à falta de condições proporcionadas pela própria instituição, ou até mesmo os atrasos nos pagamentos nos honorários dos formadores.
Presenciei colegas, que devido à questões acima que indiquei acabaram a ter problemas pessoais, bem como, com a finanças e segurança social, pois é esta instituição a primeira infringir a lei actualmente em vigor.
Acabamos a rever, que seja um formador externo ou interno, acabam ambos a serem tratados de maneira igual. Somos descartáveis! É a verdade crua e dura. Alteram-se as contratações, mas no final somos todos iguais. Sem direitos, e trabalhar nesta condições.
Claro que no meio disto tudo, surge a questão da contratação dos professores. Embora não concorde com alguns comentários aqui relatados, acabo a concordar que existiram muitos atritos entre formadores externos e internos, mas creio que a base começa precisamente na direcção desta instituição, que começou por dividir os formadores de internos de externos. Não falo numa divisão contratual, mas sim de procedimentos e operações que ambos fazem diariamente.
Algures neste artigo verifiquei que falavam que existem centros a fazerem contratações diferentes. É verdade! Conheço colegas de norte a sul do país, e que confirmam a veridicidade desta situação. O mesmo se coloca à questão dos horários, 8h00 – 20h00, ou 9h00 – 17h00 é somente o que é comum. As operações e procedimentos, desde os horários, períodos de entrega de recibos de honorários, preenchimento de assiduidades, etc..não! Muitas vezes nem a própria AVALIAÇÃO, desde fichas, e até sessões de PRA não são cumpridas.
No entanto, também partilho convosco o seguinte…Existem colegas que nos colocam nesta situação. Colegas que não cumprem, não produzem para o bom funcionamento desta instituição, no entanto, é da competência do centro ter o olhar Bem Aberto para isto, e puder assim dar qualidade aos seus formandos, e aos seus formadores.
Por último, deixem-me dizer-vos que sim 14.40€ por hora. É verdade todos sabem! No entanto, para tentar uma remuneração que me permita cumprir as obrigações mensais que detenho, tenho que fazer mais horas, também todos sabemos. Isto acaba-se a igualar em:
– Combustível, porque é uma verdade que entramos e saímos de pólos de formação distintos à mesma hora (sair às 11h00 e entrar às 11H00) e dizem-nos: “É da responsabilidade do formador não aceitar formação se sabe que não vai cumprir” Aceito! Têm inteiramente razão. Então para isso, indiquem antes da produção dos cronogramas os locais onde vão ser as formações, ou melhor, não alterem de local as formação, quando as mesmas já iniciaram.
– IVA: todos cobramos iva por lei. Está certo somos recibos verdes temos que cobrar. Bom certamente, que a maioria dos colegas desconhece a Lei, que existem prazos legais para emitir recibos, bem como para a receção do IVA por parte da entidade contratante, anular recibos, e que acabamos a não cumprir, pois os pagamentos nunca são feitos no acto da entrega do recibo, como manda a Lei actualmente em vigor.
– Segurança Social: Bom este é então um ponto mais flagrante. Pago para?! Não sei. Segundo os escalões da mesma, um dia pagarei uma segunda renda de casa.
Gostaria que alguém do centro tivesse em atenção a estes pontos, mas penso ser algo impossível. São apenas 7 anos, e não aconteceu…
Teríamos certamente outros pontos para falar, no entanto, sou apenas mais UM!
Caros colegas, por tudo o mencionado acima é que estamos nesta situação precária. Em vez de se juntarem e delinearem estratégias de ação, insultam-se mutuamente.
O que são professores e formadores? Será que a essência, os objetivos finais, não são os mesmos?
Por favor colegas, por um ter mais direitos do que o outro não significa que tenha de haver insultos. Temos sim de lutar pela equidade de direitos. Já trabalhei como docente, formador externo do IEFP e agora como formador interno do IEFP.
Todos os cargos têm os seus prós e contras, sendo que o que o pior de todos é o formador externo do IEFP, que não recebe deslocações e vê-se obrigado a uma sobrecarga exagerada de trabalho para conseguir um rendimento sustentável. Apesar das deslocações desumanas, das horas exageradas e de rastejarem para ter formação, os formadores internos têm como regalia uma ajuda para as deslocações (que a qualquer momento nos pode ser retirada, e que não paga nem metade das deslocações) e o pagamento das horas administrativas efetuadas no centro de formação. O mal não é os formadores internos receberem, é todos os formadores não receberem.
Um docente colocado em escolas não tem, na maioria das vezes, o tormento das deslocações, o stress da deslocação de uma a duas centenas de kms no início, meio e fim do dia, as reuniões mensais, no centro de formação, por curso, ou seja, (vários dias por semana de reuniões pós laborais, etc…) No entanto, subsiste a insegurança latente do ambiente escolar e a precaridade orçamental.
Somos profissionais altamente qualificados, somos aqueles que transmitem/validam as competências aos cidadãos, no entanto, caros governantes é impossível trabalhar nas condições que nos fornecem, no modo que nos tratam.
Tudo na Mesma …