Na retirada de docentes da ausência da componente letiva na ICL 2.
Este é um bom exemplo que vem do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano:
Mas acredito que haja mais casos de esforço por parte das escolas e se tiverem esses dados podem divulga-los na caixa de comentários. A lista de DACL por escola, da ICL1, encontra-se aqui.



28 comentários
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Devo dizer de que, das treze escolas em que já trabalhei, foi na alexandre Herculano onde maior respeito pelo verdadeiro trabalho junto dos alunos encontrei por parte da direcção, não se devendo esquecer que recebe alunos dos bairros mais problemáticos. Este é um elogio de quem não voltará a esta escola a não ser que tenha oportunidade de fazer uma visita.
Parabéns à direção dessa escola! Se fossem todas assim, estaríamos bem melhor!
Conseguir arranjar 36 horários é obra! Em meio mês recuperar mais de 700 horas é um feito digno de figurar no livro de recordes. Alguma coisa aconteceu de errado na indicação inicial.
Há muitos exemplos desses. Muitos diretores optaram por ir buscar os docentes do quadro, mas atenção que isso não agrada aos QZP’s. E, em algumas situações têm toda a razão, pois para que isso aconteça não se cumpre a Lei. O que se passa é o seguinte: tiram-se 6 horas a um horário completo para meter mais um do quadro. Ora… claro que isso também não é justo.
As direções não podem fazer o que diz. Não podem tirar 6 horas a um horário para atribuir a outro docente. Não podem ficar com dois ou mais horários incompletos no mesmo grupo. Alguma coisa de anormal se está a passar.
Por que razão não há de agradar aos QZP’s?! Lá estamos nós uns contra os outros!! Se esses colegas ficarem sem componente letiva concorrem na 1ª prioridade e se tiverem maior graduação são colocados antes dos QZP’s. Acho muito bem que as direções façam o que está ao seu alcance para manter a componente letiva dos professores de qe e qa. E não acredito que haja atropelos à lei, estarão é agora perante uma realidade que não conseguiam prever quando tiveram de indicar as necessidades na primeira ICL. Estamos todos angustiados e com os nervos à flor da pele, mas não vale a pena canalizar essa angústia para atacar colegas. Fica o apelo de uma prof. de QZP.
“Muitos diretores optaram por ir buscar os docentes do quadro” — Se tem provas do que afirma, mostre-as; se não, deixe-se de filmes.
Mais uma Maria idiota… quer começar esta guerra outra vez? Os QZPs ficam muito contentes com o que diz deixá-los descontentes. Garanto-lhe isso. Só posso concluir que quer confusão e é invejosa!
Se não é justo não deve ser feito. A lei é para ser cumprida e obviamente que não estou de acordo.
E indo buscar docentes dos Quadros não se está a respeitar a graduação? Geralmente um docente QA sem componente letiva estará na mesma à frete do QZP. Estamos a debater uma falsa questão. No meu Agrupamento estavam indicados 10 docentes, permanecem apenas 2.
Giga agrupamento do Porto; muito bom!
Uma das Escolas que me deixou muito boas recordações e onde foi um gosto trabalhar!
Arlindo,
Há Agrupamentos onde o nº de docentes em ICL foi 0. Isto através do recurso à possibilidade de leccionarem outros grupos, sendo o exemplo mais gritante dessa gestão os grupos 240 e 530.
Além disso, quando da ICL1, muitas turmas/cursos não estavam aprovados, os recursos extra dos Teip não tinham ainda sido atribuídos, as turmas nocturnas (que abrangem muitos horários) não tinham sido autorizadas, etc.
A diminuição da DACL tem a ver com a gestão legal que os Diretores têm de fazer.
Ainda bem que isto aconteceu, mas a que se deve esta alteração enorme em apenas 15 dias? Ao grande número de professores do agrupamento ou a outro qualquer fator esquisito?
Agrupamento de Escolas de Nelas: Indicados 14 candidatos à mobilidade interna, retirados 12.
Só 2 se mantêm na mobilidade interna.
Boa noite, sabe dizer-me de que que grupos são os 2 colegas que continuam com horário zero. Obrigada.
Simples de explicar:
A primeira indicação teve em conta os cortes divulgados nas turmas.
Como muitas se mantiveram posteriormente, muitos docentes tb mantiveram a componente letiva
chamo a atenção para o facto de haver escolas que estão a repescar professores do quadro para lecionarem disciplinas para as quais não têm formação. Falo por exemplo das disciplinas dadas por enfermeiros (higiene, saúde e cuidados gerais)… módulos com elevada componente prática (ou então não tem sentido chamar-se profissional) como colocar sondas, algálias, lavar mortos… não faz parte da formação de licenciados em biologia… em nome da qualidade do ensino e da sanidade mental não exageremos com o tratamento que está a ser dado a estes docentes …
mas é melhor q ir para a mobilidade, não?
não goze… porque dar aulas exige rigor e formação científica. Chama-se desrespeito… já agora porque não limpar o chão, as salas, wc?… é que o pessoal não docente vai mudar de escola
Um grupo profissional desgastado, ansioso, preocupado com o desemprego … o ensino não pode ter profissionais a viver estas situações. Alguém se imagina nesta situação… o Ministro crato não pode continuar a tratar mal os professores.
e opotar por aulas de 50 0u 60 min não diminui o problema?
O Herculano do Porto ? O Lima ? ahahaha FOGEEEEEEEEEEEEEE GATO PRETO
É um lobo em pele de cordeiro… 🙂
Temos de dar os parabéns pelo feito mas convém não esquecer o que ele fez no dia da greve (ali foram realizados os exames)…
Mas é um feito notável 🙂
O problema das ICL é estrutural: O MEC realiza reuniões para atribuição da rede escolar onde se chega a uma concertação fictícia, uma vez que muitas escolas abrem turmas e cursos que não lhes foram atribuídas. Por outro lado, continua a ser muito pertinente a interferência dos rankings das escolas onde se compara o incomparável. Como correlacionar resultados obtidos por escolas intervencionadas, com recursos materiais de topo, com escolas (algumas delas referenciais da educação) que estranhamente não foram alvo de qualquer intervenção. Veja-se o que acontece nas Escolas Secundárias de Camões (Lisboa) e Escola Secundária Alexandre Herculano (Porto) que, apesar dos projetos de intervenção aprovados, não foram alvo que qualquer melhoria nas respetivas estruturas físicas?
Assim, manter alunos e assegurar horários para docentes revela-se, cada vez mais, uma tarefa Hercúlea.
Estes são argumentos válidos para a instabilidade que marca sempre a preparação de um novo ano escolar.
O problema é quando muitos professores do grupo 530 vão lecionar EV e ET (antiga EVT) ao 2ºCiclo…
Curioso exemplo que define a sua situação. O contrário já não o incomoda?
Sei de professores de EVT que eram antigos professores de EV, e que a fusão transformou em professores de EVT (sem qualquer formação em ET), e que estão a dar ET do 3º ciclo.
Parece-me mais “esticar a corda” do que um professor de ET do 3º ciclo dar ET de 2º ciclo, cujo programa após a separação parece (disseram-me, confesso que não li) ser copy-past do do 3º ciclo.
Aliás, dizem que a disciplina de EVT era (na prática) 95% de EV e 5% de ET, devido por um lado à formação de base de muitos professores e à falta de equipamentos adequados para uma verdadeira ET.
Mas enfim, você certamente sabe mais do que a maioria.
Caro “ferpin”,
Em primeiro lugar incomoda-me toda uma situação de injustiça que está acontecer a milhares de professores (desde os contratados até aos dos quadros).
Relativamente ao seu texto, também posso argumentar que conheci professores de ET do 3ºCiclo que deram EV ao 2ºCiclo…acha correto isso?
Sou defensor que devia continuar a existir a disciplina de ET do 3ºCiclo de carácter obrigatório…mas que fosse lecionada de uma forma séria.
A nova disciplina de ET ao 2ºCiclo vai infelizmente falhar por várias razões, nomeadamente a falta de equipamentos e de condições de trabalho mínimas (claro que sou defensor que volte a existir a disciplina de EVT).
Sobre o meu saber é aquele de um docente com dezanove anos de serviço e com experiência em doze escolas do ensino público.