João Dias da Silva Reeleito no XI Congresso FNE

João Dias da Silva reeleito por maioria absoluta

 

 

 

FNE defende a harmonização entre escolas e poder local

As relações entre as escolas e o poder local não foram esquecidas pelo líder da FNE, com João Dias da Silva a defender uma alteração do regime de transferência de competências para as autarquias na área da educação, mostrando-se disponível para contribuir para a solução que venha a ser encontrada e que integre a exigência de clarificação da distribuição de competências que devem pertencer ao Município e de competências que devem pertencer às Escolas, com respeito por aquilo que é a autonomia profissional dos docentes, pela racionalização de gestão de recursos humanos, pela agilização de procedimentos para garantir uma escola de qualidade com equidade.

Quanto ao papel dos sindicatos e para os próximos 4 anos, o secretário-geral da FNE defende uma articulação entre a contestação e a participação.” O sindicalismo em que temos de continuar a apostar é o que, tendo consciência das dificuldades de sucesso para a intervenção sindical, se posiciona flexivelmente na contestação e na participação, é o que se afirma pela sua independência e pelo protagonismo claro que assume na defesa dos Trabalhadores que representa”, afirmou.

Num claro recado para o exterior, o secretário-geral da FNE manifestou uma posição firma contra mais medidas de austeridade. “Defendemos claramente o modelo social europeu e por isso rejeitamos políticas de austeridade que minam a humanização das relações laborais, a justiça social e a coesão da sociedade e que desresponsabilizam o Estado em relação à promoção de uma Sociedade mais culta e mais justa”, defendeu.

Carlos Silva da UGT reconhece e valoriza o papel dos trabalhadores da Educação

“Eu sou mais um que se junta a vós”, a frase foi atirada no início do discurso por Carlos Silva na sessão de encerramento do XI Congresso Nacional da FNE. O líder da UGT valorizou o papel dos professores e dos sindicatos dos trabalhadores da educação no seio da central sindical e saudou a nova equipa hoje eleita. “ Eu sou um adepto incondicional da luta dos professores”, sustentou Carlos Silva para, mais à frente, garantir que a UGT não vai permitir que os trabalhadores voltem a ser penalizados por este, ou por outros governos, que se pautem por políticas de empobrecimento. “Se for preciso a UGT sairá para a rua”, garantiu o secretário-geral da UGT.

O XI Congresso Nacional da FNE terminou com uma sala a aplaudir a nova equipa que vai liderar os destinos da FNE nos próximos 4 anos.

 

Discurso do secretário-geral da FNE no encerramento do XI Congresso Nacional

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1 comentário

    • José Luís Freitas on 19 de Maio de 2014 at 9:41
    • Responder

    Este senhor, João Dias da Silva, foi eleito para continuar o mesmo projeto deste governo PSD/CDS. Nunca fez nada de concreto para defender os direitos dos professores e a Escola Pública. Aliás, esta tem sido também a imagem de marca da UGT, que assina qualquer acordo que o governo lhes proponha, entregando todos os docentes para uma condição profissional miserável. Não nos devemos esquecer que este senhor, juntamente com o seu mentor João Proença, receberam das mãos do Presidente da República, no passado dia 10 de junho, uma condecoração, pelos grandes serviços que prestaram ao país em sede de concertação social. Por venderem os professores e a Escola Pública, tiveram direito a uma medalha de honra.
    São estas pessoas e estes sindicatos que vocês preferem eu vos defenda. Defender é estar ao ado dos que lutam e pugnam por uma Escola Pública de qualidade, para todos os alunos, onde tenham lugar os professores, sem terem de manobrar umas folhas de Excel e expulsar umas centenas de ótimos profissionais para pagarem as dívidas que os políticos nos deixaram.
    Isto é mais do mesmo. Já deveríamos ter aprendido com os nossos próprios erros, mas parece que ainda teremos de apanhar mais gente incompetente e medidas avulso para garantir o défice orçamental. Cortar na educação é comprometer o futuro do país. Só os políticos, que são os mais incompetentes que este país criou, é que não veem ou não querem ver.
    Isto não passa de malabarismos para enganar os mais tontinhos.

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