Não É Por Ficarem Dispensados da Prova Quase 28 Mil Professores

.. que não continuarei a dizer que Esta Prova É Um Erro Crato. Apesar de agora o erro estar bastante aproximado ao mesmo erro de Maria de Lurdes Rodrigues em ter implementado a prova no ECD e criado as primeiras dispensas na norma transitória do Decreto-Lei 270/2009 “aos candidatos que contem, pelo menos, 4 anos completos de serviço docente e avaliação de desempenho igual ou superior a Bom, um dos quais nos quatro anos escolares anteriores ao da realização da primeira prova” e depois no Decreto-Lei 75/2010, já por Isabel Alçada, “tenham já obtido na avaliação do desempenho menção qualitativa não inferior a Bom“.

A existência da prova em si é um enorme erro em qualquer uma das circunstâncias.

Podia até aceitar que ela existisse para quem ingressasse num curso via ensino e que o candidato à partida soubesse que no fim do seu curso teria de se sujeitar a uma avaliação externa deste género. Um exame aqui até poderia servir para ao mesmo tempo fazer-se uma avaliação dos cursos de cada uma das instituições do ensino superior. Maria de Lurdes Rodrigues, se em 2007 tivesse seguido esse caminho, já nesta altura todos os professores que saem das instituições do ensino superior estavam a fazer esta prova.

E Nuno Crato podia aproveitar a remodelação apressada que está a fazer aos cursos via ensino e seguir agora essa via. Uma prova de avaliação só faz sentido, se em nenhum caso for feito um atentado aos direitos já salvaguardados em estatutos anteriores e se tiver como finalidade não só avaliar os “candidatos” a professor, mas ao mesmo tempo fazer uma avaliação da formação do ensino superior.

No entanto, não sou apologista de que para uns estarem mal todos devem ficar mal, como que, se todos tivessem de a fazer seria mais fácil elimina-la no dia 18 de Dezembro.

É por estes princípios que me fico.

E manterei no blog todas as iniciativas que apontem nesse sentido.

 

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48 comentários

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    • Antonio on 3 de Dezembro de 2013 at 11:34
    • Responder

    Se a prova é uma injustiça, então a única solução é continuar a lutar para que desapareça e não é desonvocando greves que se chega lá. Dia 5, todos à assembleia, mostrar que os professores continuam unidos e que não passou a existir nos contratados o grupo dos – 5 e dos + 5. Hoje uns supostamente estão dispensados, amanhã o que virá?

    • Filipe Araújo on 3 de Dezembro de 2013 at 11:43
    • Responder

    A greve de 5ª feira mantém-se? É que apesar de já ter mais de 10 anos de serviço, quero estar no parlamento a combater esta prova injusta. Mas agora há professores e colegas com menos de 5 anos? Já todos lá estivemos, e não é a altura de nos desunirmos.

    Isto agora é para todos os contratados que possam estar a ler isto. Ouvi muitas vezes que os efetivos não queriam saber de nós, e que quando a luta era nossa, ninguém queria saber. Vão agora fazer o mesmo aos colegas com menos de 5 anos?

      • SoSeiQueNadaSei on 3 de Dezembro de 2013 at 12:23
      • Responder

      MANTÉM-SE!
      A Fenprof está a organizar transportes.

        • Sílvia on 3 de Dezembro de 2013 at 19:26
        • Responder

        Dia 5 lá estarei. Irei apanhar o autocarro que parte da Covilhã. Contamos com o apoio de todos os colegas.

    • Contratada00 on 3 de Dezembro de 2013 at 11:55
    • Responder

    Olá a todos. Apesar de ser contratada com mais de 5 anos de serviço estarei na assembleia!!! Esta prova não se deverá realizar!!! Não se mudam as regras a meio do jogo!! Esta atitude só demonstra o bando de incompetentes que nos governam!!! Esses é que deviam fazer a prova!!!
    Já agora, alguém sabe como posso reaver o dinheiro da prova que cheguei a pagar? Se tenho mais de cinco anos de serviço não terei de a fazer? Contudo, já tinha pago quando se deu a alteração…

    • Carlos on 3 de Dezembro de 2013 at 11:56
    • Responder

    Esta Prova é inútil, imbecil, inconsequente e nula! Foi pior a emenda do que o soneto! A moralidade da FNE e da UGT foi conivente com uma mentira, um embuste e dimensionou a desigualdade entre precários, iludidos que estão com a possibilidade de obter uma colocação, demonstrando de forma perversa que ser SABUJO neste país rende protagonismo através das negociatas! Tudo isto é patético, tudo isto vai continuar igual, uma vez que no País “faz de conta” tapar buracos com o auxílio de cérebros gastos, acéfalos só pode conduzir a obras de engenharia que, cedo ou tarde, acabarão por desmoronar! Consertar irresponsavelmente o telhado ignorando a qualidade dos materiais jamais poderá conduzir a uma obra justa e perfeita! Que a justiça seja feita e os tribunais sejam isentos e independentes! Jamais se poderá institucionalizar uma PATRANHA! Conclusão: REPROVADOS… ontem, todos deram uma imagem de mediocridade!

    • Maria martins on 3 de Dezembro de 2013 at 12:05
    • Responder

    Não é justo que os nossos colegas com menos de 5 anos tenham de fazer esta prova que não prova nada… ponham -se no lugar deles… isto só poderá ter sentido para quem no início do curso saiba as regras do jogo…mas deve ser uma prova que prove alguma coisa!!! Não se vendam por aquilo que por direito é nosso!!!

    • emg on 3 de Dezembro de 2013 at 12:11
    • Responder

    Sou professora contratada (agora dispensada da prova) e subscrevo inteiramente as palavras do Arlindo.

    • Kaixas on 3 de Dezembro de 2013 at 12:15
    • Responder

    “Não É Por Ficarem Dispensados da Prova Quase 28 Mil Professores
    .. que continuarei a dizer que Esta Prova É Um Erro Crato”

    Não quererias dizer “(…) que NÃO continuarei (…)” ?

    1. Sim, claro.

    • Rogerio Ramos on 3 de Dezembro de 2013 at 12:16
    • Responder

    Como leitor atento deste blog, aguardava ansiosamente pela sua opinião. Fico feliz por manter a coerência. Não posso aceitar a traição por parte da FNE. Continuação de bom trabalho.

    • Maria Inês Clímaco on 3 de Dezembro de 2013 at 12:28
    • Responder

    Penso que a luta CONTRA a prova DEVE continuar. As palavras do Arlindo são coerentes, mas apelo a todos os colegas que já não serão obrigados a fazer a malfadada prova, que pensem nos outros. Temos que ser unidos, caso contrário não conseguiremos aquilo a que temos direito…. a exercer a profissão que escolhemos e que mesmo com tanto sacrifícios e impedimentos queremos continuar a exercer nas escolas públicas e em prol de uma sociedade melhor e mais justa.

    • Pois on 3 de Dezembro de 2013 at 12:38
    • Responder

    Só pela referência que faz ao criticar a prova, “Podia até aceitar que ela existisse para quem ingressasse num curso via ensino”, se pode dizer que esta faz todo o sentido, pois o que acretita é existirem professores qualificados e avaliados e os outros, que vêm das engenharias, privadas e politécnicos sem qualidade,

    Acabem com a miséria dos critérios de acesso à profissão. Por justiça, passem os trabalhadores com mais de 4 anos a contrato para os quadros e blindem os quadros com provas de acesso rigorosas.

    Tenho dito… Berrem à vontade!

    1. O que acho é que algumas instituições de ensino superior têm vindo a inflacionar as notas de há uns anos para cá e que uma prova que tivesse a finalidade de avaliar a formação do ensino superior podia moralizar a “autonomia” do ensino superior no que respeita às notas atribuídas aos seus alunos.
      Basta ver o que se passa com a educação especial em que são mais procuradas as instituições que dão melhor nota. Qualquer dia o 20 é a nota comum para todas.

        • Pois on 3 de Dezembro de 2013 at 15:39
        • Responder

        Mas isso não será um argumento a favor de uma prova que filtre os licenciados? Se há uma prova a inflação de notas vai fazer-se notar…
        Neste momento, se acabar uma licenciatura num politécnico ou privada qualquer, numa das ciências exactas, com 20, concorro com 20, a par de um licenciado de um curso exigente de uma Faculdade de Lisboa, Coimbra, Porto ou Braga com 10 de média. Não queria ser tendencioso nem denegrir a imagem das instituições mas a realidade tem de ser dita e, à partida, um recém licenciado do segundo tipo de instituição terá melhor avaliação numa prova!

        Esta prova deveria ter um principio igual ao que acontece no acesso ao ensino superior ou na entrada da quase totalidade das ordens profissionais em portugal!

        Mais um exemplo: Cursos de Direito existem muitos mas o acesso à ordem acaba por filtrar a qualidade dos licenciados. E os Advogados não se queixam…

        Só tem medo de provas e avaliações quem tem receio de chumbar nas mesmas… Ainda me recordo muito bem como sofri bastante com os exames do 12º ano e com todos os exames do meu curso. Mas tudo passou… tal como passaria um novo exame, se o tivesse de fazer.

          • Nuno on 3 de Dezembro de 2013 at 18:24

          Essa de em Lisboa, Porto ou Coimbra os cursos serem mais exigentes e as notas inferiores é, no mínimo, uma tirada infeliz… e que em nada contribui para o cerne da questão.

          • Sílvia on 3 de Dezembro de 2013 at 19:34

          “Pois”: Já teve a oportunidade de colocar os olhos em cima do guia da prova? O tipo de questões que ali se apresentam provam alguma coisa no que diz respeito à competência e capacidades para o ensino? Para se provar isto, só mesmo indo assistir ás nossas aulas. O senhor não deve estar muito bem de cabeça para dizer estas barbaridades todas. Enfim…

    • Pedro on 3 de Dezembro de 2013 at 13:39
    • Responder

    A FNE é uma bosta e nunca mais terá o meu apoio. Primeiro o diploma dos concursos e agora isto. E diz-se a FNE uma organização sindical??? Vergonhoso

    • SoSeiQueNadaSei on 3 de Dezembro de 2013 at 13:51
    • Responder

    Independentemente do que foi acordado entre a FNE e o Governo, o que na minha perspetiva constitui uma traição à luta dos professores, a Fenprof mantêm as ações de luta agendadas por considerar que a contestação à prova é uma questão de princípio e não de dispensa de alguns professores da mesma. Neste sentido, o facto do MEC ter decidido dispensar os professores com 5 ou mais anos de serviço, dá ainda maiores razões para que todos mantenhamos de forma veemente esta luta contra a prova.

    A FENPROF continuará a fazer a sua parte, que é defender os professores e não dividi-los!

    Esta luta tem de ser de TODOS! Não podemos deixar de ser solidários!

  1. “Não É Por Ficarem Dispensados da Prova Quase 28 Mil Professores
    .. que não continuarei a dizer que Esta Prova É Um Erro Crato. Apesar de agora o erro estar bastante aproximado ao mesmo erro de Maria de Lurdes Rodrigues…”

    Soa a recapitulação. E o “a dizer” parece insuficiente.

  2. Sou um dos contratados dispensados de fazer a prova, não penso que seja justo nem correto o que aconteceu ontem, todos deviam ser dispensados, é óbvio que no dia 18 faço greve, não viro as costas aos meus colegas.
    Na minha escola há uma colega de Português que foi a correr oferecer-se para corrigir provas, como resultado, vamos todos oferecer-lhe um cabaz de Natal com massas e feijão e óleo e até se possível bacalhau (esfiado claro), todos achamos que é pelos 3 € á peça, é outra pobreza envergonhada.

      • Sílvia on 3 de Dezembro de 2013 at 19:38
      • Responder

      Essa colega deveria ter vergonha de colocar os pés na escola, ou melhor, de sair à rua.

      • zagor on 3 de Dezembro de 2013 at 23:09
      • Responder

      Qual é a escola? Gostava de contribuir para o cabaz.

    • JR on 3 de Dezembro de 2013 at 14:28
    • Responder

    Pois é colegas … a FNE esteve muito mal nesta história toda. Já tenho quase 15 anos de serviço mas lamento esta situação toda. O Crato teve medo e percebeu que a prova ía para o charco pois a luta estava ganha. E, mais uma vez, os meninos da FNE fizeram a panelinha com o governo. Eram só mais uns dias de luta, uma grande ação no dia 5 e no dia 18 e a prova morria nas ruas, à porta das escolas.
    A todos os sindicalizados na FNE está na hora de rasgar o cartão. Esses senhores só se preocupam em manter o seu destacamento no sindicato e agradar aos superiores.
    Nunca fui muito a favor dos sindicatos e até acho que temos sindicatos a mais e depois sindicatos com estes tipos de atitudes … enfim … a minha educação não me permite descarregar aqui dois ou três palavrões contra todos aqueles que se estão a … pelos direitos dos professores.
    Por isso e por estas coisas é que sempre defendi uma Ordem de Professores. Vejam os médicos ou os advogados, … acham que alguém se mete com eles mesmo com chefes malucos como o Marinho e Pinto? Pois é mas os sindicatos são contra. É muito mais agradável estar num gabinete ao quentinho a semana toda a fazer coisa nenhuma do que aturar meninos. Até porque grande parte dos nossos dirigentes sindicais já nem sabem dar aulas.Nós somos uma vergonha e quem nos representa envergonha-nos.
    Temos que lutar por uma Ordem de Professores que nos avalie justamente à entrada na carreira. Ninguém tem medo da avaliação.
    Espero que todos tirem as consequências de tudo isto que aconteceu e a primeira consequência é virar as costas à FNE.
    Dou-vos um abraço com uma pergunta: não será tão professor aquele que tem 5 anos de serviço como aquele que tem 4 anos e 350 dias?

    • Ana on 3 de Dezembro de 2013 at 14:50
    • Responder

    Sim, para isso colocavam a prova para os que terminam agora o curso…como é para os advogados e alguns engenheiros… e lá está aproveitava a justificação da remodelação dos cursos de ensino superior… agora custa ter 4anos e ter que levar com a prova de chapa…

    • PM on 3 de Dezembro de 2013 at 15:01
    • Responder

    “Podia até aceitar que ela existisse para quem ingressasse num curso via ensino e que o candidato à partida soubesse que no fim do seu curso teria de se sujeitar a uma avaliação externa deste género”.

    “No entanto, não sou apologista de que para uns estarem mal todos devem ficar mal, como que, se todos tivessem de a fazer seria mais fácil elimina-la no dia 18 de Dezembro”

    Não quero bater demasiado no ceguinho mas… ou somos contra a prova por principio ou n somos… (e o Arlindo afinal n é!) e da mesma maneira q ela n faz sentido para nós que já somos professores… tb n faz sentido (ou até faz menos) para quem acaba de se licenciar após um ano de aulas observadas em estágio… e se há maus cursos ou os fecham ou retiram-lhes a homologação.

    Em relação à segunda citação ainda pior… é evidente que o Crato teria que recuar até porque se n houvesse prova – por boicote dos avaliados, avaliadores ou vigilantes – ele teria sempre que recorrer a professores contratados… agora que a maioria está dispensada será como evidente para todos muito mais difícil que ela desapareça por completo… a esperança agora cai apenas na greve dos vigilantes (ups… que a FNE do Arlindo desmarcou). Mas a própria greve agora é mais difícil ter sucesso porque o número de vigilantes necessários é necessariamente menor por haver menos candidatos… mas tenho a certeza que a como diz o Arlindo que “não sou apologista que para uns estarem mal todos devem ficar mal” (que belo apelo à solidariedade e união entre professores eheheheh)

    • Maria on 3 de Dezembro de 2013 at 15:10
    • Responder

    Não vamos desculpar este ministro, nem este governo, com os erros (que foram em devido tempo, muito contestados), de outros ok?
    O que a FNE fez não ajuda, em nada, os professores. E foi com “este” ministro que o fez.

    • Dina Miguel on 3 de Dezembro de 2013 at 15:44
    • Responder

    Concordo plenamente com a opinião apresentada pelo Arlindo. Continuarei a lutar contra a prova, mesmo que esteja dispensada por este ano. Vamos ser solidários com os colegas e não permitir que se realize. É uma injustiça!

  3. Percebo que reages (justamente) a uma crítica directa que te fiz.
    Percebo o argumento de “não temos de sofrer todos se podemos sofrer só metade”.

    Mas também percebes com clareza que a FNE voltou a fazer um frete ao MEC quando se começava a perceber que dia 18 ia dar uma enorme confusão.

    E sempre que as coisas apertam mesmo… a FNE arranja maneira de se safar ao crunch-time.

    Claro que podemos teorizar e dizer que não é nada assim, mas… os factos são os factos.

    E repito que esta “dispensa” não é qualquer vitória, nem sequer um empate, quando se deixam 20.000 reféns no terreno. Os mais frágeis.

    Uma enorme (embora esperada) desilusão, não contigo pessoalmente mas com a organização que neste caso representas.

      • A. Carvalho on 3 de Dezembro de 2013 at 20:21
      • Responder

      Paulo,

      Completamente de acordo com o conteúdo da tua mensagem.

      Mais uma vez a FNE veio “acalmar o clima”, aliviando a pressão que existia sobre o MEC.

      Mais uma vez a FNE minimiza estragos temporariamente, mas a nódoa ficará, mais pequena é certo, mas não deixa de ser uma nódoa.

      Mais uma vez a FNE negoceia à margem dos restantes sindicatos de professores, pretendendo assim afirmar o seu protagonismo e força … ou mera prova de vida.

      Mais uma “Grande Vitória da FNE” !!!!

    • Joana on 3 de Dezembro de 2013 at 16:57
    • Responder

    Vamos lá ver…o ministro limitou-se a dispensar da realização da prova aqueles que este ano já estavam dispensados da aprovação na mesma, ainda que obrigados a fazê-la!! Grande coisa!! Os professores com cinco ou mais anos de serviço iriam continuar no sistema no próximo ano letivo, aprovados ou chumbados. Está unicamente a atirar areia para os nossos olhos e nós caímos 🙂
    Ou realmente acreditam que esta dispensa é para sempre? No próximo ano ataca novamente e talvez noutros moldes mais sádicos e engenhosos, já que vai ter tempo para pensar nisso.
    Por que razão se lembra desta dispensa logo no último dia de inscrição na prova? E porquê aqueles que têm cinco ou mais anos de serviço? E não outro número qualquer?
    Veio mesmo a calhar, em vésperas de greves e da mobilização do próximo dia 5. Quem tem cinco ou mais anos de serviço suspira agora de alívio e já não quer saber de manifestações e greves para nada (felizmente tenho visto que nem todos são ingénuos/umbiguistas e continuam a lutar).

    Ass.: Candidata a professora com menos de 5 anos de serviço não inscrita na prova.

    • azevedo on 3 de Dezembro de 2013 at 17:03
    • Responder

    Condordo com o Arlindo quando diz que a prova a existir deve ser “quem ingressasse num curso via ensino e que o candidato à partida soubesse que no fim do seu curso teria de se sujeitar a uma avaliação externa deste género. Um exame aqui até poderia servir para ao mesmo tempo fazer-se uma avaliação dos cursos de cada uma das instituições do ensino superior”. Um bom critério bastante equilibrado, sensato e justo. Uma prova na entrada da profissão.

    • eternamentecontratada on 3 de Dezembro de 2013 at 17:07
    • Responder

    Sou uma das dispensadas da prova ridícula e não poderei estar presente no dia 5 de Dezembro, pois tenho uma bebé pequenina (um mês e meio), mas fico contente por constatar que muitos continuarão a lutar junto dos colegas, como diz o Paulo, «reféns». Continuem a lutar para que isto termine, PARA TODOS!Não desistam!

    • roma maria on 3 de Dezembro de 2013 at 18:05
    • Responder

    ARLINDO, UM ERRO CRASSO ! COMPARÁVEL AO RAMIRO! TRATA DA TUA VIDINHA AÍ PELO SINDICATO, OS OUTROS QUE VÃO À BARDAMERDA! JUDAS!, É O QUE TU ÉS! UM RELES JUDAS!

    1. Podes não concordar, como eu não concordo, com o «frete» que a FNE fez ao Crato.
      Acrescento ainda que as declarações do Secretário Geral da FNE – «libertar o maior número de pessoas» – são de uma gravidade sem precedentes. Quase que sinto, nestas palavras, uma espécie de lógica de regime nazi e solução final.
      Agora, má-educação, num blogue que fez pelos professores contratados mais do que os sindicatos em duas décadas, é que não!
      Muita da visibilidade mediática que os professores contratados têm deve-se ao trabalho que o Arlindo desenvolve neste espaço (basta leres as notícias sobre educação no Público ou Expresso, por exemplo).
      É preciso medir as palavras…

      Prof. contratado, dispensado por agora da prova, que vai fazer greve no dia 18.
      (sem filiação sindical nem simpatias partidárias)

    • Maria martins on 3 de Dezembro de 2013 at 18:25
    • Responder

    Por favor, quando precisam de saber alguma informação é ao Arlindo que recorrem…não têm vergonha de serem mal agradecidos? Vejam aquilo que dizem!!!

    • roma maria on 3 de Dezembro de 2013 at 18:52
    • Responder

    É das que está a salvo Maria Martins?

    • tt on 3 de Dezembro de 2013 at 19:22
    • Responder

    Concordo absolutamente com o que escreves, Arlindo.
    Pela minha parte, farei o que tinha previsto, sem nenhuma alteração: não vigiarei e não corrigirei.
    E nao se iludam, se as federações sindicais estivessem realmente contra a prova, nao se tinham mantido caladinhas desde 2007.

      • PM on 4 de Dezembro de 2013 at 10:30
      • Responder

      se concordas absolutamente com o Arlindo então vais pelo menos vigiar… é que a FNE do Arlindo suspendeu a greve (que apenas continua a existir graças aos outros sindicatos!)… o blogue presta um grande serviço em termos de informação e por isso tem a quantidade de visitas que tem… mas isso n desculpa a FNE (nem o Arlindo… porque não só não se demarcou como defendeu o acordo!) de fazer um acordo que é um frete ao Crato e que torna viável uma coisa que já toda a gente tinha percebido que com um bocadinho de luta e união entre TODOS ia ser inviável!

    • Henrique on 4 de Dezembro de 2013 at 0:00
    • Responder

    Alguém que se inscreveu até ao dia 28, já conseguiu trocar o local de realização da prova, para as novas localidades?

    • azevedo on 4 de Dezembro de 2013 at 3:04
    • Responder

    Deixo aqui a opinião da santana Castilho. Segundo este teórico “A arrogância, o ódio aos professores, a ignorância sobre a realidade do sistema educativo e das escolas e a impreparação política e técnica são os eixos identificadores daquilo que poderemos designar por bloco central de governo da Educação da última década.”. Acrescenta ainda que o “o carácter facilitista da prova serve para esvaziar a sua contestação.”. in http://www.publico.pt/sociedade/noticia/violencia

    • Maria João on 4 de Dezembro de 2013 at 9:19
    • Responder

    Há muito tempo que ouvia falar do blogue do Arlindo, mas só agora (com tempo, dado estar desempregada) é que o visito com frequência. Reconheço que é útil, noto que é também uma referência para a comunicação social. No entantpo, fico escandalizada com alguns comentários que se escrevem: é por essas e por outras que às vezes sinto vergonha de dizer que sou professora. Não sei nada das ligações sindicais do Arlindo, mas concordo com a generalidade do que afirma e também defendo (uma vez que não há coragem para fechar algumas instituições de Ensino Superior) a existência de uma prova de acesso à carreira! Mas claro, não com este grau de facilitismo… estou cansada do faz de conta neste país! Fui dispensada da prova, mas nunca tive medo de avaliações… aliás uma avaliação de desempemnho docente séria nunca existiu mas era benéfica para separar as àguas! Na verdade não somos todos iguais…

      • Maria João on 4 de Dezembro de 2013 at 9:25
      • Responder

      peço desculpa, águas escreve-se assim e não com acento grave! e corrijo a gralha: desempenho

      • Carlos on 4 de Dezembro de 2013 at 10:46
      • Responder

      A prova de acesso à carreira, Maria João, só faria sentido feito por uma Ordem de Professores. Esta Prova é um «entulho», uma burocracia inútil! Do meu ponto de vista, a avaliação de desempenho docente deveria ser aperfeiçoada, não é com quotas e duas aulinhas assistidas que um profissional demonstra se cumpre ou não os objetivos! Esta prova não é de acesso à carreira docente, mas sim de acesso a trabalho, serve para diminuir os números de candidatos a um posto de trabalho que é uma miragem com todos os cortes, serve para preparar o orçamento relativo à educação e diminuir os custos com subsídios de desemprego e, mais grave do que isso, é inconstitucional. Como se alega, é de facto retroactiva! Devia haver coragem, antes, para diminuir os numerus clausus, impor uma nota mínima de acesso mais alta! Se querem profissionais mais aptos, façam, então dois anos de estágio! Para agravar tudo isto, o País adota o processo de Bolonha! Isto é um matagal!

    • Carlos Plágio on 4 de Dezembro de 2013 at 9:51
    • Responder

    Quem fala assim…
    Creio que foi a primeira vez que ouvi uma análise coerente (ainda que sempre muito “ansiosa”) de Constança Cunha e Sá. Vale pelo conteúdo, acertadíssimo, e por referências como as que fez à “criatividade caótica” de Nuno Crato. Muito boa a intervenção, a ver a partir de 9’33”:

    http://www.tvi.iol.pt/videos/14025672

      • Carlos on 4 de Dezembro de 2013 at 10:22
      • Responder

      Para mim, Constança Cunha e Sá é a verdadeira comentadora política, todos os outros, quase sem exceção são medíocres e uma perda de tempo ouvi-los!

      • Carlos on 4 de Dezembro de 2013 at 10:26
      • Responder

      Discordo quando o Carlos Plágio a caracteriza de “ansiosa”. Quem acompanha os seus comentários políticos sabe que a personalidade dela, a sua forma de intervir é assim … ela é muito inflamada e indignada perante a mediocridade política!

    • Maria João on 4 de Dezembro de 2013 at 16:01
    • Responder

    Claro que estamos de acordo, Carlos. Daí ter dito que devia haver um avaliação séria… não é realmente com duas aulitas… eu até sempre defendi que não devia ser programada… bater à porta a qualquer hora! Muitos colegas do quadro,também, iam finalmente “trabalhar”… Já conheço mais de duas dezenas de escolas… sou contratada há 17 anos letivos, já estive deslocada 400 Km de casa… Tudo isto merecia uma reflexão mais profunda e séria… como salientava o relatório da Comissão Europeia, os contratados sempre foram marginalizados… sempre, acrescento eu, com as turmas que “os outros não querem” com os horários que “os outros não querem” com mais de 5 níveis … que “os outros não estão para isso” e muitos nem uma aula aos cursos EFA, profissionais, CEF’S conseguiriam dar… a maioria de nós já tem tudo isso no seu percurso profissional… por isso não é da avaliação que temos medo mas revolta-nos as injustiças… o faz de conta!!! Sempre apostei na minha formação académica em universidades com provas dadas, com mestrado (antes de Bolonha) ! E apesar de não concordar com modelo, também tive aulas assistidas… e agora nem excelentes podemos ser, somos mesmo tratados de forma diferente… e aí ninguém (nem sindicatos) levantou a voz! É certo que de nada serve (mais uma vez o faz de conta) mas era uma questão de dignidade profissional… Foi a primeira bandeira do senhor ministro: premiar o mérito… e afinal!!! Têm sido tantas as injustiças e deceções,… que o que resta, ainda, é a vontade de mudar mentalidades… de ensinar as novas gerações… mas nem isso nos deixam! Boa sorte para todos e que o ministro volte a recuar, para que os colegas mais novos não tenham de passar por isto!!!!

  1. […] dada pelo Arlindo para a atitude da FNE, com o seu quê de testemunho […]

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