Já deu para perceber que este final de ano vai ficar na lembrança como um dos piores momentos deste MEC.
A insistência numa prova que não tem quase qualquer efeito prático para o objetivo que o MEC aponta é um deles, no entanto existem muitos outros que somando a este tornam este momento inesquecível.
Passo a citar alguns exemplos:
Da lista de localidades abrangidas pelo Aviso n.º 14185-A/2013, de 19 de novembro e pelo Aviso n.º 14712-A/2013, de 28 de novembro, já verifiquei em respostas a este post que a prova irá realizar-se em localidades que não constam em nenhum dos avisos.
Ainda sobre a prova, existem respostas caricatas da DGAE sobre o assunto e quando se lhes pergunta que implicações tem a não inscrição na prova ou a não anulação a resposta é sempre esta: “O prazo expirou”.
Também ainda não existe qualquer resposta aos docentes (neste caso a maioria são do sexo feminino) que se encontram de baixa médica, por licença de maternidade ou por gravidez de risco. Em alguns casos o nascimento dos filhos está prevista para a próxima semana e noutros casos as docentes estão impossibilitadas de estar mais de 120 minutos sentadas ou ausentes dos seus recém nascidos.
Sobre o Plano Casa, há validações de candidaturas e chamadas para entrevistas à vontade do freguês. Este é um dos exemplos da insanidade de final de ano.
Telefonei para o dgae e disseram-me que o “concurso” era para pessoal sem componente letiva e que os que foram extraídos das listas foram os docentes que concorreram e foram validados pelas escolas como sem componente letiva.
No entanto o meu colega de braga que está colocado no XXXXXXX com componente letiva e estava em XXXXXXX também com componente letiva como pode ter sido chamado? A gaja respondeu erro da escola que validou mal……….
E depois há respostas destas:
…eu tenho varias colegas com horário 0 e que concorreram que não foram contactadas!
Sobre as AEC também existem curiosidades que tenho de abordar num post e que passam pela SUSPENSÃO do contrato de trabalho nas interrupções letivas, assim um pouco à maneira da prática que se faz no LIDL e em mais algumas empresas do setor privado, fazendo com que não haja o pagamento desse período de pausa letiva pela entidade empregadora, mas sim pela segurança social.
Mas acredito que ainda me falhem algumas situações escandalosas e que este período seja o mais negro de todos no que respeita aos direitos e à dignidade profissional dos professores.