29 de Dezembro de 2013 archive

Artigos de Opinião

De Paulo Guinote

 

 

2013, o ano triste

 

De César Israel Paulo

 

 

O início do fim – uma nova era de recursos educativos ao dispor

 

Ambos no Público

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Opinião – Rosa Morais

Mochilas mais “gordas”, mentes menos estimuladas.

 

 

Tenho aproveitado este tempo de interrupção letiva para pensar nos manuais que nós adotamos. Cada vez mais, o professor tem um papel menos ativo no processo de ensino. Aos poucos tiraram-nos a destreza de criar instantaneamente tarefas para os alunos. Não quero com isto dizer, que não devemos planear uma aula, devemos sim, mas também temos de ter a capacidade de reinventar na hora atividades que vão ao encontro das expetativas e necessidades pontuais dos nossos alunos. De há uns anos para cá, temos perdido o nosso “território”. É-nos fornecido todo o tipo de material, para que conduzamos as nossas aulas. E não nos temos apercebido que nos fomos tornando reféns desses mesmos materiais. Tornámo-nos professores stressados, angustiados e competitivos. Criamos reuniões de articulação, sessões de cooperação, de onde saem testes “universais” para uma grande diversidade de alunos. Entupimos a nossa mente com pormenores, “ cumpriste a planificação? ” , ” Como é que a colega ainda não deu…” e, mais não é necessário exemplificar, pois todos vós sabeis exatamente do que falo. É ótimo possuir livros bem estruturados, livros de fichas de avaliação, que nos aliviam um pouco, mas penso que estamos a ser “envenenados” por culpa nossa.

Um manual por disciplina, para já, penso ser suficiente. Alivia os alunos, evitando futuros problemas a nível da coluna e solta-nos a nós professores, permitindo-nos abrir largas à nossa imaginação e tornar uma aula muito mais sincera, pois é criada por todos, alunos e professor.

Manual, livro de fichas de trabalho, livro de escrita, livro de fichas de avaliação… que temos ganho com tudo isto? Alunos mais motivados? Professores mais saudáveis? Não me parece. Os alunos não têm espaço para a reflexão, para a crítica, além disso o tempo escasseia, vêm ai as provas…que angustia!

Não criamos adultos psiquicamente saudáveis, mas cidadãos isolados, depressivos, egoístas, e mais grave ainda sem sentido critico. Professores cada vez mais debilitados, fisicamente e psicologicamente. Como podemos ajudar uma criança se nem a nós próprios socorremos?

Somos a meu ver uma classe de privilegiados. Temos todos os dias à nossa frente seres humanos que necessitam de atenção, de serem ensinados e encaminhados numa sociedade cada vez mais competitiva e egocêntrica. Temos a possibilidade de ajudar e fazer a diferença. Nós somos capazes, nascemos para isso.

Parece algo tão insignificante: “quantidade de livros”, mas não se deixem enganar, quantidade não é igual a qualidade. Os alunos necessitam de nós, da nossa presença, da nossa atenção e da nossa lucidez. Não necessitam de mais manuais, mais provas, mais rótulos.

Peço desculpa se chateei alguém, mas estava mesmo a necessitar de fazer este desabafo.

Um bom ano a todos os professores!

Rosa Ana Morais

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Uma PACC Ideológica

Jornalistas chineses forçados a teste de ideologia

 

 

 

No início do próximo ano, os jornalistas chineses terão de passar numa prova de aferição ideológica para manter a sua carteira profissional. A medida foi imposta pelo Partido Comunista e, para os jornalistas, representa mais uma forma de controlo da parte do Presidente Xi Jinping.

 

Qualquer semelhança com a PACC de Nuno Mao Crato é pura coincidência. Espera. Não esteve o Ministro da Educação na china ainda este ano?

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