Um Debate Enviesado

… é o que se centra nas prioridades para o próximo concurso interno, colocando de lado a questão essencial que é saber qual o número de vagas a abrir no concurso interno extraordinário de 2015.

O Jorge Costa aborda de novo a questão da prioridades para colocar em pé de igualdade os docentes que vão vincular com os docentes já vinculados. Verifico uma nova perspectiva do Jorge neste assunto que faz a separação dos docentes contratados que sistematicamente concorreram ao ensino público com aqueles que o não fizeram. Neste aspecto verifico alguma evolução na sua perspectiva. No entanto, tendo em conta que os casos em que as habilitações profissionais adquiridas posteriormente (através de profissionalizações em serviço ou similares) para grupos nas quais não havia formação inicial (casos dos grupos 430, 530, 600 e poucos mais) terão poucas vagas abertas neste concurso extraordinário é um debate pouco centrado no essencial.

E o essencial é saber como se vão abrir as vagas deste concurso externo extraordinário e mais importante ainda saber quais as vagas a abrir em 2015.

Se for repetida para 2015 a mesma abertura de vagas que no concurso externo deste ano (aconteceu o mesmo em 2013) então este debate pode tornar-se mais quente e haver posições mais radicais de cada um dos lados.

Mas, se a abertura de vagas em 2015 não for manipulada pelo MEC e as vagas pedidas pelas escolas forem todas a concurso então fica sem grande sentido esta discussão, porque quer os docentes do quadros quer os novos vinculados podem vir a ter as colocações pretendidas.

Jorge Costa, já agora te pergunto duas coisas:

  • Conheces algum docente que vinculou de forma extraordinária em 2013 que esteja mal colocado?
  • E sabes quantos docentes dos quadros de escola estão a largas centenas de quilómetros das suas casas, mesmo sendo mais graduados?

Podia haver soluções para que um concurso em simultâneo pudesse dar resposta quer a docentes dos quadros quer a contratados, no entanto continuo com imensas dúvidas que tal pudesse acontecer. Mas como sabes bem o que nos separa nesta questão dos concursos é ordem em que eles se devem realizar. Sempre defenderei que o concurso interno se deva realizar antes do externo, o interno com todas as vagas a concurso declaradas pelas escolas e o externo com vagas definidas pelo MEC em função de diversas variáveis.

QUEM TEM MEDO DISTO? UM DIPLOMA DE CONCURSO ÀS CLARAS, SEM CONSTRANGIMENTOS À JUSTIÇA ENTRE IGUAIS!

 

 

 

1 – Prioridades no Concurso Interno

1.ª Prioridade: Atuais professores dos quadros e professores recém-vinculados. Estes últimos, para se enquadrarem nesta prioridade, terão de ter concorrido em todos os concursos externos realizados até à data, a todas as vagas de todos os grupos de recrutamento para os quais possuíam habilitação. Caso não tenham concorrido nestes moldes, serão igualmente enquadrados nesta prioridade caso se constate que mesmo que o tivessem feito não tinham obtido lugar de quadro.
2.ª Prioridade: Professores dos quadros e recém-vinculados que cumpram as condições estipuladas na primeira prioridade e que pretendam mudar de grupo de recrutamento.
3.ª Prioridade: Professores recém-vinculados que não cumpram os requisitos estipulados na primeira prioridade.
4.ª Prioridade: Professores recém-vinculados que não cumpram os requisitos estipulados na primeira prioridade e que pretendam mudar de grupo de recrutamento.
2 – Graduação Profissional
A graduação profissional resulta da adição da classificação profissional do candidato à parcela resultante da divisão por 365 do número de dias de serviço docente total, prestado antes e após a profissionalização .

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9 comentários

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    • Zé Manel on 4 de Março de 2014 at 16:26
    • Responder

    “Estes últimos, para se enquadrarem nesta prioridade, terão de ter concorrido em todos os concursos externos realizados até à data, a todas as vagas de todos os grupos de recrutamento para os quais possuíam habilitação. Caso não tenham concorrido nestes moldes, serão igualmente enquadrados nesta prioridade caso se constate que mesmo que o tivessem feito não tinham obtido lugar de quadro.” – Parece-me que isto é lirismo, pois não estou a ver como se possa verificar todas essas situações.
    Quanto à graduação profissional, gostaria de ver justificada a ideia de acabar com a distinção entre tempo antes e após a profissionalização. Mais ainda: a quem pode aproveitar o terminus de tal distinção?

  1. Concordo inteiramente com o Arlindo, concurso interno seguido de externo, como sempre foi. Mas que raio, será que custa muito à FENPROF contrariar a FNE e por uma providência que trave o diploma de concurso externo por desobedece às normas legais, conforme é demonstrado no blog profs ao infinito.
    Qual é o problema? Ninguém está a defender terminar com o concurso externo, apenas a dizer que primeiro terá que haver um concurso interno. O acordo feito pela FNE leva-me a pensar que realmente possa haver gato escondido e que não vamos gostar do que ai está para vir. Traidores.

    • MANU on 4 de Março de 2014 at 21:09
    • Responder

    Grande Jorge Costa! Fez mais do que todos os sindicalistas juntos, que agora, se arvoreiam em grandes defensores da diretiva comunitária. Grande homem, grande visão, grande sentido de justiça, grande lutador!

    • José Fernandes on 4 de Março de 2014 at 21:36
    • Responder

    Claro que deveria ser assim, é da mais elementar justiça e equidade

  2. É importantíssimo acabar de vez com a contagem «antes e depois da profissionalização», de uma vez por todas! Interessa no concurso e mais ainda na vida das escolas.

    • Daniel on 4 de Março de 2014 at 22:09
    • Responder

    Se o concurso interno for sério, com todas as vagas reais, os qzp deixam de ser necessários (passariam a QE). Presentemente o nº de professores QE/QA pouco passa dos 80 mil, há margem para absorver a maioria dos QZP… exceto num ou outro grupo…

    • MIFN on 4 de Março de 2014 at 22:24
    • Responder

    Em relação ao 1.º ponto, além de ser de difícil verificação, também coloca outras questões. Que justiça há em permitir que um docente contratado com 4 anos de serviço que tenha concorrido a todos os concursos externos realizados até à data, a todas as vagas de todos os grupos de recrutamento para os quais possui habilitação concorra em 1.ª prioridade e outro que tenha 20 anos de serviço e que por razões pessoais (maternidade, doença) tenha sido condicionado a não alargar para todo o país o seu concurso, no ano Y, sendo agora relegado para 3.ª prioridade?

    Agradeço ao Jorge Costa a clarividência das suas observações.

    • DuarteF on 5 de Março de 2014 at 15:56
    • Responder

    Eu digo qual é o mal dos concursos internos… a MD!!Uma total falta de vergonha… que ao menos não tenham turma pois esse é um exemplo de ultrapassagem… Aqueles que realmente precisam certamente que não se importam de não ter turma atribuída!!! Este ano não lhes foi atribuída turma, felizmente senão muitos de nós com mais de 25 anos de serviço teríamos de passar de 200km diários para 400km …Isto não é treta, Arlindo… é realidade

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