Concurso Externo Extraordinário – FNE reforça urgência na criação de condições para atratividade da carreira
A Federação Nacional da Educação (FNE), após a publicação no dia de ontem (26 de janeiro) das listas definitivas do Concurso Externo Extraordinário 2025/2026, analisou os dados referentes aos 29 grupos de recrutamento, com base nos dados oficiais da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), comparando o número total de vagas, candidatos colocados e vagas que ficaram por ocupar.
E a FNE verificou que 12 dos 29 grupos não conseguiram preencher todas as vagas disponíveis o que significa que cerca de 41% dos grupos tiveram falta de candidatos suficientes.
É de assinalar também que o grupo 920 não teve qualquer candidato colocado nem não colocado, indicando que não houve candidatos admitidos a concurso para esse grupo.
Embora a maioria dos grupos tenha conseguido preencher as vagas, existe um conjunto significativo de áreas disciplinares com carência de docentes, especialmente nos grupos 550, 220 e 320 que se destacam pelo maior número de vagas não ocupadas, com défices de 30, 25 e 25 vagas respetivamente.
Outros grupos também registaram falhas de colocação que se refletem em carências de docentes em áreas essenciais do currículo.
Esta análise apresentada pela FNE, demonstra então que a falta de professores continua a ser um desafio significativo, com um número relevante de vagas não preenchidas por falta de candidatos. A FNE tem vindo a alertar que esta situação não pode ser enfrentada apenas com medidas temporárias ou flexibilizações que comprometam a qualidade da profissão, defendendo antes políticas estruturantes e negociações que valorizem o estatuto, a formação e o recrutamento dos docentes.
Para a FNE, a solução passa por uma resposta estrutural que valorize a carreira, com melhores condições de trabalho, progressão profissional clara e políticas educativas que combatam a precariedade. Estas exigências foram reiteradas, por exemplo, na reação ao Orçamento do Estado para 2026, sobre o qual a FNE alertou que a falta de docentes e a desvalorização salarial continuavam sem respostas orçamentais apropriadas.
É urgente garantir condições de trabalho adequadas às exigências atuais, respeitando os docentes, reforçando a qualidade do ensino público e devolvendo atratividade à profissão.
Porto, 27 de janeiro de 2026
A Comissão Executiva da FNE



4 comentários
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Atratividade são as ultrapassagens que me roubaram 2 escalões.
Atratividade é estar a levar com gente louca e mal formada (colegas “professores”), autênticos pistoleiros da Educação, que vieram de empresas ou do privado e se acham os reis da cocada preta.
Atratividade é ir ter uma reforma de miséria, se é que a vou ter, e daqui a 20 anos.
Atratividade é trabalhar que nem um doido e não ter mais do que uma avaliação de mierda graças a avaliadores de treta que nunca fizeram nada e agora ainda vêm avaliar os outros. E ter de levar com gentinha que finge fazer alguma coisa, mas que faz nada de jeito com os alunos.
É isto atratividade?
Só um doido é que vem para isto!
Continuem a tramar a progressão na carreira dos professores.
Vejam bem o que fizeram à geração dos que têm agora 40 e muitos e 50 anos e estão nisto há 20.
Lixaram-nos completamente. Cortaram ordenados. Congelaram. Deram-lhes ultrapassagens.
Colocaram-nos em avaliações competitivas e absurdas.
Obrigatoriedade de excelentes e muito bons para progredir a certos escalões…
Tudo de mau aconteceu a esta gente.
E ainda falam em atratividade?!
Estão a gozar?!
Estes, os outros … tudo gentalha!
E dos que têm agora 60’s que ficarão com reformas de miséria.
Falamos daqui a 4 anos, que desses todos nem um décimo vai ficar por aqui, nem iram ingressar nas profissionalizações em serviço da treta.
A seguir é só mesmo começarmos a importar todo o lodo dos Palops e das Índias para vir tapar os buracos… Ah!