Sexualidade na Escola
Sem educação sexual os jovens usam menos preservativos, ficam mais desprotegidos e há maior número de gravidezes indesejáveis.
Sou a favor que os alunos devem estar informados com orientação. Ora bem, a Escola é o melhor local para o fazer. Não sou a favor que se afaste a sexualidade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
A educação sexual deve ter um espaço no percurso escolar. A sexualidade não pode ser trabalhada de forma meramente científica.
Sem educação sexual os jovens usam menos preservativos, ficam mais desprotegidos e há maior número de gravidezes indesejáveis.
Sou de uma geração em que a maioria dos casamentos se realizavam precocemente por uma gravidez. A vida dessas pessoas ficava virada de pernas para o ar. Mais tarde, davam origem a divórcios. Tudo isso, tem consequências nefastas, quer mentais, quer físicas e quer económicas.
O Mundo evolui muito e depressa e a Escola tem o dever de acompanhar os novos tempos. Não podemos transformar o tema sexualidade para jovens em assunto de direita ou de esquerda. A sexualidade é um assunto que tem que ver com todos nós.
Este retrocesso é démodé, estamos a desperdiçar uma oportunidade de ensinar os jovens e preservar a sua saúde. Não podemos deixar que este assunto seja tabu, deixemo-nos de preconceitos e estereótipos.
Uma conclusão importante que se deve retirar: uma coisa é ser inocente, outra coisa é ser ignorante. Um jovem saber sobre sexualidade, não quer dizer que comece mais cedo a sua actividade sexual. Aliás, há estudos que comprovam que jovens que tiveram educação sexual começaram a ter relações sexuais mais tarde
A internet tem lá tudo, desde o Google ao ChatGPT, mas essas consultas devem ter um intermediário: um professor devidamente habilitado ou os pais. Todavia em casa nem todos estão habilitados e são capazes de o fazer de forma correcta.
É preciso um adulto dar sentido a toda a informação e responder a todas as dúvidas de um jovem.
Qualquer pai prefere que uma filha sua ou um filho seu não contraiam uma gravidez indesejável ou uma doença sexualmente transmissível, a não estar informado, avisado e esclarecido. Digo eu.
É preciso tomadas de posição de prevenção e não-discriminação, isso só se consegue com jovens instruídos.
Estamos a assistir ao retrocesso e recuo. Vivemos no séc. XXI e não vale a pena esconder o que quer que seja, sabe-se tudo. E, o melhor, é saber por quem sabe e nos pode ajudar. A sexualidade tem que ser discutida num ambiente informal, de forma natural e não ser um assunto tabu.
Os jovens terem acesso a uma educação sexual é uma atitude inteligente, e não, devemos meter a cabeça na areia.
Temos o dever de contribuir para que os jovens sejam uma geração informada, para não se deixar manipular e poder decidir o que é melhor para ela.
fundador do Clube dos Pensadores



