Se os mais velhos do 1ºciclo fossem para casa como antigamente mais lugares haveria.
Quando pensava que depois de 32 anos de trabalho árduo ia finalmente fazer que me apetecia, disseram-me:
– Você tem mais dez anos pela frente, incertos e desgastantes.
Trabalhar com crianças dos 6 aos 10 anos, cheios de energia e rebeldia, com turmas de 26 alunos não me parece fácil para um futuro sexagenário.
Eu mais alguns colegas ficámos por falta de idade para reforma, seremos os primeiros a testar tamanha adversidade. No futuro vai haver diversos factores de resistência: saúde, relacionamento com os alunos, capacidade de adaptação e ambiente colaborativo na escola.
A saída para alguns será aproximarem-se de cargos com menos horas letivas: coordenação de escolas, adjuntos de direção, dirigentes sindicais, entre outros. Outros ponderarão a rescisão.
Apesar de ainda acreditar que os sindicatos nos defendem questiono se a atenção dada aos docentes do 1º ciclo tem sido adequada? E pergunto se a formação de agrupamentos e mega agrupamentos não têm sido um fator de perda de influência e força que os professores do 1º ciclo já tiveram?
Os professores do 1º ciclo acordarão para o que os espera, organizando-se em torno de alguns que sejam verdadeiramente professores do 1º ciclo (com problemas iguais) e possam tirar o grupo 110 e Educadoras do inferno que os espera ou ficarão no jogo do salve-se quem puder?
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Se os mais velhos do 1ºciclo fossem para casa como antigamente mais lugares haveria.
Quando pensava que depois de 32 anos de trabalho árduo ia finalmente fazer que me apetecia, disseram-me:
– Você tem mais dez anos pela frente, incertos e desgastantes.
Trabalhar com crianças dos 6 aos 10 anos, cheios de energia e rebeldia, com turmas de 26 alunos não me parece fácil para um futuro sexagenário.
Eu mais alguns colegas ficámos por falta de idade para reforma, seremos os primeiros a testar tamanha adversidade. No futuro vai haver diversos factores de resistência: saúde, relacionamento com os alunos, capacidade de adaptação e ambiente colaborativo na escola.
A saída para alguns será aproximarem-se de cargos com menos horas letivas: coordenação de escolas, adjuntos de direção, dirigentes sindicais, entre outros. Outros ponderarão a rescisão.
Apesar de ainda acreditar que os sindicatos nos defendem questiono se a atenção dada aos docentes do 1º ciclo tem sido adequada? E pergunto se a formação de agrupamentos e mega agrupamentos não têm sido um fator de perda de influência e força que os professores do 1º ciclo já tiveram?
Os professores do 1º ciclo acordarão para o que os espera, organizando-se em torno de alguns que sejam verdadeiramente professores do 1º ciclo (com problemas iguais) e possam tirar o grupo 110 e Educadoras do inferno que os espera ou ficarão no jogo do salve-se quem puder?