Reunião FENPROF e MEC Concluída

Os professores fazem falta nas escolas!

 

Para além das aulas, há “um conjunto de atividades fundamentais nas escolas que precisam de professores; atirar estes profissionais para outros ministérios é uma irresponsabilidade”, realçou Mário Nogueira, à saída da reunião realizada esta tarde no MEC.

Aguardado por vários jornalistas no Palácio das Laranjeiras, o Secretário Geral da FENPROF afirmou que os representantes do MEC ficaram pelo “vazio” e pela “contradição” , limitando-se a “auscultar” a posição sindical. Face à pergunta “o que se pode fazer aos 631 professores que não têm atividade letiva”, naturalmente a resposta sindical só pode ser : “é preciso dar-lhes atividade letiva”, pois as escolas bem necessitam do valioso trabalho desses profissionais.

O dirigente sindical interrogaria ainda: “Como é possível falar da dispensa de professores quando ficaram sem trabalho 79 por cento dos contratados e quando milhares de docentes se têm aposentado?”

“Os professores fazem falta nas escolas”, destacou Mário Nogueira, acompanhado nesta deslocação às Laranjeiras por António Avelãs (SPGL), José Manuel Costa (SPN), Anabela Sotaia (SPRC), Joaquim Páscoa e Ana Simões (SPZS) e António Lucas (SPRA).

Em oposição a uma política que insiste no desinvestimento em Educação e que continua a apostar em alterações que empobrecem o currículo e na criação de mais “mega-agrupamentos”, a par do o incomportável agravamento dos horários de trabalho e do aumento do número de alunos por turma, a FENPROF exige uma escola humanizada, preparada para responder aos desafios do presente e do futuro.

“Se o MEC optar por uma escola assim, numa escola pública, democrática e de qualidade, tem que recrutar mais professores”, observou o dirigente sindical.

Infelizmente, as opções do Governo parecem ser outras: “vamos ver o que vem na lista de encomendas que a troika fará chegar ao MEC…”

A delegação da FENPROF reiterou a necessidade de elaboração de lista de atividades docentes que correspondem a funções letivas e defendeu a correção de todas as graves distorções impostas, no ano passado, à organização das escolas e aos horários dos docentes.

A luta e o Congresso

Questionado pelos jornalistas sobre “a resposta” dos professores face às ameaças que pairam sobre a educação e a profissão docente, ampliadas com o regresso da troika ao nosso país, Mário Nogueira recordou que, ao longo da passada semana, os professores, em todo o país, pronunciaram-se, através de questionário, sobre as principais preocupações que têm em relação ao futuro da Educação e também da sua profissão, sendo ainda chamados a pronunciarem-se sobre as formas de luta que consideram mais adequadas e com as quais se comprometem para protestarem contra a política do governo e exigirem outra política.
Os milhares de questionários respondidos, salientou mais adiante,  irão ser agora analisados, permitindo à FENPROF, no seu 11.º Congresso, que se realiza nos dias 3 e 4 de maio, em Lisboa, elaborar o plano de ação e luta que, a ser aprovado, será levado por diante no futuro próximo./ JPO

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5 comentários

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    • jake on 17 de Abril de 2013 at 19:29
    • Responder

    Eufaço. Toda a gente mo diz 🙂 Mas não tenho escola este ano.. 🙁

  1. Questionários?
    Andará o Nogueira a preparar o Doutoramento?

  2. A escola está a ser sangrada dos seus professores mais novos! Aqueles que se prepararam cientificamente e pedagogicamente com licenciaturas, mestrados e doutoramentos, muitos, ainda e sempre contratados. É esta gente que tem formação e vontade de trabalhar que está a ser dispensada, dizem que estão a mais. Ouvi isto a um deputado da nação!!! Assim comprometemos a escola de hoje e de amanhã.
    Fica uma escola com gente que a tem construído durante 30, 35 anos de serviço dedicado e eficiente a quem a sociedade deve muito por terem trabalhado em prol de um sonho de igualdade muitas vezes sem condições. Pedem a esses, mais tempo de serviço sem reduções… Será isso legitimo?
    A nossa condenação como sociedade reside nesse paradoxo de dispensar uma geração, que custou muito a formar, e explorar outra geração que já não tem força vital para ganhar o futuro.

    • Humberto Freitas on 18 de Abril de 2013 at 12:30
    • Responder

    Os professores contratados foram sempre umamais valia para as escolas. Com eles os estabelecimentos de ensino eram inundados de novas ideias de estratégias e metodologias, além do facto de serem naturalmente motivados para o exercício da docência. Ao invés de serem reconhecidos no seu desempenho e papel preponderante na Educação, sempre foram desprezados quer pela tutela, quer pelos sindicatos que os deveriam defender (e se o fizeram, pontualmente, não foi mais do que a sua obrigação).
    Veremos num futuro próximo o degradar da qualidade do ensino.
    Os nossos políticos não conseguem (está muito além das suas capacidades naturais) ter uma visão periférica no sentido de um contínuo investimento da Educação. Nota-se que a maioria daqueles que se encontram nas fileiras dos partidos políticos, bem como aqueles que se propõem governar-nos tiveram um percurso escolar deficitário, onde se inclui as suas licenciaturas (quando as têm) obtidas em instituições de ensino superior particular, tantas vezes compradas ou através de cunhas do tamanho de elefantes.

    • Manuel Pinto on 19 de Abril de 2013 at 23:20
    • Responder

    Daqui por 10 anos vão querer Professores, e não existem, pelos menos qualificados. Vão ter de importar do Brasil, Angola…

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