Pergunta

Se a diferença do custo por aluno em 2009/2010 foi tão pequena entre o Ensino Particular e Cooperativo e o Ensino Público porque razão se necessita novamente rever o financiamento a estas escolas quando em 2012/2013 já se reduziu em cerca de 30000 euros por turma?

Será que alguma escola pública teria a capacidade de ter uma piscina olímpica ou 13 autocarros para transporte dos alunos com o mesmo valor por turma?

Claro que essa faturas ficaram pesadas do tempo das vacas gordas, mas quem acabará por sofrer com novos cortes serão apenas os alunos e os professores dessas escolas.

 

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15 comentários

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    • Rui Vicente Cardoso on 26 de Outubro de 2012 at 16:10
    • Responder

    Isto é mais um falácia, não se podem ler numeros desta maneira, Há que verificar os fatores que estão por de trás dos numeros, as isso não interessa aos lobbies que encomendaram o estudo. Quanto ganham em média os professores nessas escolas? Que “ajudas” financeiras são pedidas aos encarregados de educação dessas escolas? Que outras artimanhas andaram por dentro daquelas paredes como máquinas de fazer dinheiro não declarado?…

      • Nuno on 26 de Outubro de 2012 at 16:52
      • Responder

      Mais uma falácia e um “apalpar de terreno” por parte do MEC. É escandaloso o que se passa em alguns privados que conheço: alunos com NEE não são aceites, alunos com problemas disciplinares são forçados a sair, alunos com baixos desempenhos são convidados a sair. Assim é fácil manter rankings e menos custos por turma, já que poupam em professores de educação especial e em tarefeiros para acompanhar estes alunos. Já agora as piscinas e os autocarros conseguem-se à custa da redução de ordenados dos professores (recebem como bacharéis) e ao aumento da carga horário lectiva. Mas isso não interessa à IGE…

    • Susana on 26 de Outubro de 2012 at 17:03
    • Responder

    Na verdade as escolas com contrato de associação dispõem e gerem (em proveito próprio) dos fundos que recebem do estado como querem e bem lhes apetece. Eu sei disso porque já trabalhei numa. É um sistema encoberto de “cunhas” e “compadrios” que se serve de dinheiros públicos para diretores, vices, sócios e membros se governarem, a si a aos seus familiares e amigos. Aliás, é só ler os estatutos dessas escolas. É só haver uma verdadeira fiscalização e muito facilmente se chega a essa conclusão. Os professores são um mero instrumento utilizado pelas direções. Trabalham muito; muitos (os tais que não são afilhados) por amor à camisola ou com o medo premente de perder o seu emprego e acabam por aceitar situações verdadeiramente escandalosas. Mas qual é a alternativa? o desemprego? a itinerância? a precaridade? e é assim que estudos como este que acabam de sair perpetuam estes sistemas…

    • JOÃO on 26 de Outubro de 2012 at 20:59
    • Responder

    Hoje saiu um estudo um estudo comparativo entre o ensino privado e o publico. De uma forma dolosa é utilizado com referencia o ano letivo de 2009/2010. Que interesse terá o tribunal de contas a apresentar um relatório em 2012, com os dados do ano letivo de 2009/2010. Será que não tem os de 2010/11 ou os de 2o11/12, ou não os quer utilizar? É muito grave que se retrate uma realidade que hoje é completamente diferente, beneficiando claramente o ensino privado. Senão vejamos. Entretanto o salário dos professores do ensino publico foi reduzido entre 3% e 7%. Muitos dos cursos com número reduzido de alunos como os PCAS e CEF deixaram de existir, os números de aluno por turma foram aumentados, muitas turmas que por lei tinham um numero de alunos reduzido, por via de terem 2 alunos com NEEP, deixaram de o ser. desapareceu a Área de Projeto, o Estudo Acompanhado, a Formação Civica, tempo equiparado a letivo para direção de turma, desporto escolar, créditos horários da escola. Aumentou do tempo de lecionação. Congelamento das
    progressões. Reforma de mais de uma dezena de milhar de professores que últimos escalões. Os custos com o ensino publico são hoje, consideravelmente mais baixos do que eram em 2009 e qualquer membro do tribunal de contas que seja pai de um aluno do publico sabe isso. COMPARAM O INCOMPARÁVEL!!OS DONOS DESTES COLÉGIOS PAGAM PARA ESTES ESTUDOS SEREM FEITOS E VIREM PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL!!

    • ML on 26 de Outubro de 2012 at 21:53
    • Responder

    É triste ser ignorante e mm assim achar que posso opinar sobre certas matérias. Se forem ver os escalões dos professores do ensino cooperativo vêem bem que recebem menos que os professores do público. E sabem porque é que dá para ter autocarro? Porque não existe nenhum docente com menos de 22h, mesmo que tenha 65 anos. Não existe redução de horário!!

      • JOÃO on 27 de Outubro de 2012 at 10:36
      • Responder

      Talvez o colega não saiba as escolas públicas neste momento também tem professores com 50anos e mais sem redução de horário . Vá ver as listas graduadas e a receberem como contratados que é bastante menos que aquilo que ganham no privado!!

        • Susana on 27 de Outubro de 2012 at 15:50
        • Responder

        Sem falar que há professores nas cooperativas que têm 30 horas e recebem por essas 30 horas. Vencimentos que até fazem corar pois são professores “da casa” e em escalões muito elevados! já para não mencionar os diretores dessas escolas que estão no ativo há mais de 20 anos (com vencimentos compatíveis com os dos gestores privados, claro!) e teimam em largar a cadeira do poder, só o fazendo por altura da reforma. E claro, a avaliação de professores nessas instituições, que pura e simplesmente é manipulada comprometendo muito a luta para um ensino mais democrático para todos: para alunos e professores!

          • ML on 27 de Outubro de 2012 at 20:02

          João no ensino cooperativo nao sao dos ou três professores…são todos a cumprir as 22h lectivas e as 35 semanais. Eu já dei aulas no “privado” e agora dou no público, sem bem a diferença e sei bem que prefiro milllllll vezes o público!!!!
          Tudo o que a colega acabou de dizer dos Diretores destas escolas é verdade mas quem tem culpa? Os professores que lá trabalham?! E mesmo com os ordenads escandalosos dos Diretores, os alunos destas escolas ficam mais baratos…. Dá que pensar!!

  1. E Arlindo, que eu saiba também existem escolas públicas com piscina. Como a Secundaria Rocha Peixoto… Com as instalações que a maioria das escolas públicas têm agora, até deviam ter vergonha de falar das cooperativas!!

    1. Numa cidade onde já existe uma piscina olímpica Pública e outra piscina de 25 m gerida por um clube desportivo. Três piscinas para serem exploradas na mesma cidade e que se situam num raio de 500 m. Assim não há país que aguente!

    • Joshua on 28 de Outubro de 2012 at 21:47
    • Responder

    Nem tudo o que reluz é ouro!
    Não tenho nada contra os contratos de associação. São uma forma de garantir o SERVIÇO PÚBLICO DE EDUCAÇÃO onde a rede de escolas públicas não tem capacidade de resposta, ou pelo menos este era o espírito. Analise-se, por exemplo, a situação de Coimbra. E, já agora, fiscalize-se de forma eficaz para onde vai o dinheiro que o Estado paga a essas escolas. Acredito que, em alguns casos, será necessário fiscalizar os bolsos de alguns diretores! Piscinas? Autocarros? Talvez. E aquecimento? Em algumas, existe no verão! E recursos materiais?… A lista seria enorme!

  2. Joshua, na realidade esse espírito há muito que se desvirtuou. E sabe tão bem como eu que os colégios se localizam principalmente em grandes cidades, onde a oferta educativa é mais que suficiente para as necessidades actuais do nosso país. Temos de ser práticos. Não há dinheiro. Fazer o quê? Cortar no ensino público e desgraçar o nosso sistema educativo, ou reduzir o apoio aos privados? Porque é que os privados não garantem a sua própria receita? Se têm tão boas condições como diz o Arlindo, então decerto que os pais não se importarão de pagar para que os seus filhos possam usufruir delas, em vez de ser os impostos de quem tem os filhos matriculados numa escola pública.

    • Verdade on 30 de Outubro de 2012 at 22:38
    • Responder

    Pois bem…eu estou numa escola com Contrato de Associação…não sou sobrinha de Freira ou de Padre…fui lá parar por mérito próprio, respondendo a um anúncio de jornal.Só gostava de saber se o “administrador” deste blog…é o camarada Arlindo que agora me representa no meu sindicato…pois com representantes do Cooperativo deste género, que revelam grande ignorância em relação à nossa situação…EU DISPENSO!!!
    Não vejo qual seja o interesse em publicar informações que não correspondem à verdade.
    E mais informo…trabalhar nestas escolas não é um mar de rosas como estes senhores todos bloguistas aqui “verborreiam”…Se hoje quase toda a zona/território educativo está cheia de escolas públicas, quando estas cooperativas surgiram as escolas públicas estavam apenas nas grandes cidades, deixando vilas e aldeias de Portugal a quilómetros de distância da escola pública.
    Fica desde já aqui uma grande homenagem aos professores destas escolas, que com muita dignidade prestam um serviço de educação igual ou superior aos colegas do público e que foram sempre vistos como um obstáculo ao sistema educativo, sendo sempre ultrapassados nos direitos dos concursos, podendo apenas concorrer em segunda priordade. Sim…há realmente uma grande diferença entre os professores do público e do privado: o patrão do público está em Lisboa e chateia à distância…o patrão do privado está ao fundo do corredor…e quando chateia é para mandar embora sem qualquer consideração!Quanto aos horários…sim é verdade que trabalhamos muitas horas…mas é do nosso corpo que sai o esforço, tudo isto para que com um horário de 28 horas letivas possámos ganhar o mesmo que os colegas do público com 22 horas…E outra coisa muito importante…quantos colegas do público são obrigados a cumprir além das horas letivas…10, 12 ou 14 horas na escola semanais para trabalho de apoio a alunos, completamente gratuito???Para não falar na redução com o tempo de serviço que os colegas do público vão tendo com a idade…e nós???Nunca envelhecemos…por isso somos resistentes e aguentamos até à reforma…Pois é…nem sempre o que nos apresentam é a total verdade!!!O meu apoio solidário a todos os colegas das escolas onde verdadeiramente se trabalha!

    • ana maria on 31 de Outubro de 2012 at 0:09
    • Responder

    Verdade!

    De Verdades está o inferno cheio. E de sindicalistas também …! Porque não, afirmá-lo bem alto.

    A quem atribuir culpa de não experimentar o que eu já vivi na escola pública …? Entrei para a faculdade com numerus clausus. Fiz uma licenciatura de 5 anos e um estágio de 2 anos como trabalhador estudante. Durante 10 anos percorri milhares de km pelo país, tive acidentes, paguei aluguer de casa, deixei família…

    • Verdade on 1 de Novembro de 2012 at 16:33
    • Responder

    Está o Inferno e o Céu!!!
    Por acaso há quem tenha tido lugar na escla pública…eu não tive…se acha que a escola privada é um mar de rosas…experimente…saia da escola pública e vá ver a diferença!Deixe o seu lugar de vago…se acha que na escola privada há melhores condições!!!Se é professora como eu…é claro que entrou para a faculdade com número clausus…queria o quê?é claro que fez um curso de 5 anos…estágio de dois anos…é que não entendo…que eu saiba só faz estágio de 2 anos as pessoas que fazem um curso superior não orientado para o ensino…por acaso o meu foi de dois e o meu curso foi desde o primeiro ano, VIA EDUCACONAL…agora tenho é colegas que fizeram estágio de 2 anos…porque eram arquitetos…economistas…e foram para o ensino como escape!Percorreu 10 anos estradas…que sorte…eu à 28 anos ainda percorro 125 km por dia…
    Não entendi como é que o seu comentário tinha alguma coisa a haver com aquilo que comentei…

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