FNE define como principal objetivo acabar com a precariedade
Realizou-se esta sexta-feira a primeira ronda negocial entre o Minstério da Educação e Ciência e os sindicatos para definição e apuramento dos critérios que irão estar na base na vinculação de docentes contratados. A FNE regista como positivo a concretização do compromisso assumido pelo MEC de realizar, até ao final de 2012, um concurso extraordinário de vinculação. No entanto, nesta reunião, a FNE sublinhou que se baterá por um concurso que garanta a eliminação de situações de insegurança, instabilidade e precariedade na profissão. A nossa intenção é que todos aqueles que reúnam mais de 3 anos de serviço efetivo como contratados possam concorrer neste processo.

Na reunião de hoje, presidida pelo secretário de Estado, João Casanova de Almeida, alertamos o Governo para que, na definição do que são as reais necessidades do sistema, o MEC não se limite aquilo a que diz respeito, apenas, ao exigido pelo funcionamento do currículo. Entendemos que a meta da qualidade e eficácia do sistema educativo e o combate ao insucesso escolar, não pode ser levada por diante sem profissionais qualificados e indispensáveis no cumprimento desse objetivo.
Para a FNE, este processo visa dois objetivos essenciais: por um lado, eliminar os fatores de precariedade, insegurança e instabilidade que têm caracterizado o nosso sistema educativo; por outro lado, permitir que as preocupações essenciais do sistema educativo se concentrem noutros aspetos relevantes e para os quais importa encontrar solução.
Nesta reunião não deixamos de exigir que na definição dos critérios para a vinculação seja assegurado o respeito pela graduação profissional dos docentes e que não haja prejuízo para os atuais docentes dos quadros.
Na próxima semana, depois de reunido o Secretariado Nacional da FNE, será enviada uma proposta ao MEC. A próxima reunião ficou agendada para 5 de novembro.
DII-FNE 26 out 2012



8 comentários
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Essa história de tentar fazer isto sem prejudicar os quadros tem muito que se lhe diga. Não que discorde totalmente. Mas a forma como se está a tentar fazer, obrigando os colegas vinculados a ficarem num limbo nacional, é um atentado à essência da questão da estabilidade.
Não se esqueçam que muitos dos colegas com mais tempo de serviço (10, 15, … ) não irão querer concorrer a uma vinculação a um quadro nacional. Na incerteza de ficarem colocados no extremo oposto do país. Para quem ousou comprar casa, após anos de contratos incertos, não será fácil a sua venda, como era há uns anos atrás. Ficar com contas em duas localidades não será fácil. Ainda mais que actualmente os concursos (se continuarem a existir) são de 4 em 4 anos. Por isso, tenho a ideia, que a haver vagas na vinculação extraordinária, nunca serão ocupadas pelos colegas do topo da lista.
Eu por exemplo, não tenho neste momento condições monetárias para me submeter a essa situação. Não que não queira vincular. Não que não gostasse de deixar a zona em que me encontro. Simplesmente não me posso dar a esse luxo.
O concurso de mobilidade agora é anual e de acordo com a proposta da semana passada quem entrar em vinculo pode concorrer também ao antigo “DAR”.
Peço desculpa. Eu sei que agora é anual. Mas quantas coisas eram e deixam de ser a meio do jogo. Estou farta de ver as regras mudarem a toda a hora. E apesar de ser anual não há certeza de se obter a dita aproximação.
Cada caso é um caso. Pessoalmente, concordo com o Arlindo. Ou seja, depois de vincular
concorre-se para DAR.
pois, a graduação profissional, justo é o tempo de serviço em que se está no sistema, temos de ter atenção que há estabelecimentos de ensino “um pouquinho” mais exigentes que outros, que existem colegas com mestrado, (friso – onde é mais fácil tirar uma nota extraordinária), e os colegas que se entregaram em prol da educação, estes com largos anos de ensino, mesmo antes de tirar uma licenciatura, muitos deles que embarcaram para as ilhas e palop´s. enfim é um reparo.
p.s. mandei o acordo e as demais regras para o espaço.
cumps.
Se considera que é mais fácil tirar uma grande nota num mestrado, porque é que não faz um?
Claro que é mais fácil.
Porém ainda não é obrigatório, parece-me.
Patarocos, acham mesmo que conhcem as regras, nem os atados dos sindicatos conseguem antecipar uma. Sãos os vassalos dos tempos modernos.