22 de Outubro de 2012 archive
Depois de ouvir esta manhã na TSF a crónica de Fernando Alves resolvi comprar o jornal para ler a notícia na integra. São casos destes que estão a aumentar de ano para ano e que fazem com que em 2012 possam abandonar do país mais de 100 mil portuguêses para trabalhar no estrangeiro, sendo na sua maioria profissionais altamente qualificados e na casa dos 30 a 40 anos de idade.
Com esta vaga de emigração qualificada nesta faixa etária não haverá segurança social que resista em pouco mais de meia dúzia de anos, pois não imagino que alguém queira regressar depois de daqui sair.
Também descobri agora ao final da tarde que o Rui trabalha bem perto de mim.
Ao folhear esta manhã o “Jornal de Notícias” lembrei-me destas palavras de um homem sensato. A manchete anuncia que “já há falta de comida nas cantinas sociais”. Nas páginas interiores há uma reportagem de Helena Norte sobre professores que fazem centenas de quilómetros para dar aulas.
“Vidas sem esperança”, escreve a repórter. Um dos professores, Rui Vicente Cardoso, de Viseu, foi colocado na Póvoa de Varzim. O filho, de quatro anos pergunta, invariavelmente, ao telefone, “é hoje que vens para casa , papá?”. Ele conta: “Tenho três euros na carteira. Para sobreviver o resto do mês, vou ter de recorrer às economias que estão a mingar”.
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