Como um Simples Diploma Gera Tamanha Controvérsia

  • Pelos professores contratados que sentem que esta vinculação não é resposta suficiente à precaridade que existe.
  • Pelos professores dos quadros que vão ver 2 mil vagas ocupadas sem que a elas tenham possibilidade de concorrer.

No universo de mais de 100 mil professores, apenas 2% ficarão contentes: os 2 mil que vão vincular.

… isto se entretanto não existirem outros desenvolvimentos.

 

Associação apela aos professores contratados para que recorram em massa aos tribunais

 

 

Esta terça-feira foram publicadas as regras do segundo concurso extraordinário de vinculação de professores, o que é uma boa notícia, na perspectiva do Ministério da Educação, mas representa “o fim da esperança” para a Associação Nacional dos Professores Contratados.

 

 

A Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) assinalou a publicação em Diário da República das regras para o segundo concurso extraordinário de vinculação de docentes, esta terça-feira, com um apelo aos professores a contrato para que recorram, em massa, aos tribunais, para reclamar a entrada directa no quadro e indemnizações por danos entretanto sofridos.

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22 comentários

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    • César Israel Paulo on 22 de Abril de 2014 at 22:08
    • Responder

    “[…] Nessa medida, a ANVPC aconselha todos os docentes contratados a dirigirem-se com a maior brevidade às suas associações profissionais e sindicais, e darem início às suas ações judiciais em nome individual, exigindo a sua vinculação ao sistema, assim como indemnização por todos os danos causados ao longo dos anos a fio a contrato. Todos juntos daremos, certamente, início à maior luta jurídica dos Professores contratados portugueses contra o Estado Português, que mantém a sua intransigência, continuando a contratar sucessivamente Professores sem lhes permitir o direito ao seu vínculo laboral.

    Todos juntos faremos história e mudaremos o paradigma da precariedade profissional de milhares de vidas e de famílias, ano após ano. A ANVPC apela a que outras classes profissionais, que vivem o mesmo problema laboral, se juntem a esta luta para que juntos potenciemos uma mudança há muito esperada nos profissionais contratados ao serviço do Estado Português – o direito à sua estabilidade profissional.”

    Fonte: COMUNICADO DA ANVPC disponível em http://anvpc.org/os-professores-contratados-farao-historia-e-mudarao-o-paradigma-da-precariedade-laboral-promovida-pelo-estado-portugues/

    • Maria on 23 de Abril de 2014 at 0:13
    • Responder

    Estes diplomas não são tão SiMpLeS assim, pois destinam-se justamente a semear a controvérsia e a discórdia, fomentando ódios dentro da mesma classe profissional. A intenção é, cada vez mais: DIVIDIR PARA REINAR.

    • Marques on 23 de Abril de 2014 at 0:24
    • Responder

    A última tranche da Troika a receber em junho é de 657,47 milhões de euros, a multa a aplicar ao Estado português pelo Tribunal da União Europeia por não cumprir a diretiva é de 490 milhões de euros. O Crato anda a tocar onça com vara curta!!!

    • Maria on 23 de Abril de 2014 at 0:50
    • Responder

    É a continuação da exploração e da humilhação para quem já prestou dezenas de anos de serviço: «O ingresso na carreira é feito no primeiro escalão da tabela indiciária, ficando sujeitos aos condicionalismos impostos pela Lei do Orçamento do Estado no que respeita à aplicação do n.º 3 do artigo 36.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril.»

    • Paulo on 23 de Abril de 2014 at 10:42
    • Responder

    Esta vinculação é muito positiva pois vai vincular professores com muitos anos de serviço. No entanto deverá existir um mecanismo, fora do concurso,que vincule, tendo em conta a diretiva europeia. Quanto aos professores do quadro, estes já têm o seu lugar, não devem exigir vagas a concurso, devem trabalhar e ser profissionais competentes no lugar onde estão.

      • PauloP on 24 de Abril de 2014 at 10:01
      • Responder

      Ah sim, quem tem uma vaga deve ficar caladinho ao ver outros a ficarem com melhores vagas! Será que ainda não percebeu que o concurso de professores (em geral) não é apenas um concurso para efetivar (ter um emprego num local fixo) mas também um concurso para escolher o melhor local onde trabalhar e/ou o grupo em que lecionar?!
      Pense melhor… imagine daqui a dois anos a ter de ficar onde está e um
      Isto é muito simples: efetivem porque têm direito mas as vagas que ocuparem têm de ser consideradas temporárias e ir a concurso quando for o concurso geral! Assim se faz justiça a todos!
      Depois se tiverem melhor pontuação ficam com o mesmo lugar ou então vão para onde os que preferem as vossas vagas deixarem livres!
      É simples não? E evita contorcionismos mentais!

    • Miguelito on 23 de Abril de 2014 at 10:56
    • Responder

    Concordo plenamente de que todos os contratados possam entrar na carreira, mas também não podemos esquecer de que os do quadro também têm direitos. E existem muitos longe de casa, da família… se estes pudessem concorrer poderiam aproximar-se de casa e entretanto libertariam a sua vaga de quadro para um contratado entrar na carreira.

      • fadas e duendes on 23 de Abril de 2014 at 14:10
      • Responder

      Ser do quadro é ser escravo e se for velho caixote do lixo.Acima do 4º escalão era tudo reformado compulsivamente com 200 euros de reforma

      1. não brinques com coisas sérias um dia também vais ser velho caixote do lixo

    • ULTRALIBERAL on 23 de Abril de 2014 at 15:24
    • Responder

    Na verdade está sempre tudo mal para os do contra. Eles querem é que se volte a instalar a incúria, o desleixo e o facilitismo a todos os níveis no período negro da governação de António Guterres.

      • Joyce on 23 de Abril de 2014 at 16:51
      • Responder

      isso não foi nada, bom foi a seguir a uma determinada data….pegaram nas regentes e em 2 ou 3 anos passaram-nas a bacharéis.Com uns apoios acabaram licenciadas.Se voltassem essses tempos ia ser muito bom para todos.

    1. O Gute…, o Cav…, o Sócr…, o Dur… e o Pas…, são todos a mesma m… e com o mesmo cheiro. Tal como tu.

  1. Isto quer dizer colega Maria que caso efetive neste concurso extraordinário irei ficar no primeiro escalão da carreira, ora então o mesmo se continuar contratada (índice 167) previsto para entrar em vigor em setembro de 2014, mesmo tendo 14 de serviço?

      • Maria on 23 de Abril de 2014 at 22:04
      • Responder

      Cara colega Ana, desculpe a ironia, pois o assunto é demasiado sério!
      Presumo que está interessada em vincular e sabe ler. Como tal, no sentido de evitar amargos arrependimentos irreversíveis, aconselho-a a dedicar cinco minutos do seu (nosso) precioso tempo disponível, para ler atentamente o seguinte documento:
      http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2014/04/DECRETO-LEI-60-2014.pdf

    • Ana G. on 23 de Abril de 2014 at 21:37
    • Responder

    É injusta a mudança das regras todos os anos. A maioria das pessoas vão ficar de fora.

    • Catarina Sousa on 23 de Abril de 2014 at 23:21
    • Responder

    É bastante injusto ser ultrapassada por colegas que só trabalharam 365 dias no ensino público e tem fortes hipótese de vincular devido a ter 20 anos no privado….deveria vincular quem tivesse os 3 anos de contrato…e cumprir a diretiva.

      • Ana G. on 23 de Abril de 2014 at 23:42
      • Responder

      Concordo que essa é mais uma das injustiças. Ainda por cima todos sabemos o critério para entrar nas Privadas.
      E qual é a coerência dessa possibilidade com a decisão da UE.?

      • AldinaPaiva on 24 de Abril de 2014 at 16:26
      • Responder

      Catarina os contratados que estiveram sempre no Estado devem fazer uma petição a lutar pelos seus direitos.Realmente é uma situação muito injusta, mas se os interessados não lutarem é sinal de comodismo.Quem se sente prejudicado tem de apelar.Não são os colegas do quadro que podem fazer uma petição pelos colegas contratados que não vieram do privado.Certamente podem contar com a solidariedade dos colegas do quadro, mas os colegas contratados sempre ao serviço do estado tem de tomar a iniciativa.Lamento profunda injustiça, mas se me pedirem para assinar uma petição em favor da majoração nas listas do novo concurso de vinculação extraodinária, assino com toda a certeza.

      • Pensador on 1 de Junho de 2014 at 1:08
      • Responder

      Concordo plenamente e é do conhecimento geral e num país cada vez mais corupto
      que muitos desse tempo de serviço no privado por vezes foi inflacionado com bons conhecimentos dos diretores. Quem concorre ao público só devia ser contado tempo de serviço no ensino público e vice-versa. E aqueles docentes que só têm 350 dias? Isto vai ser uma grande injustiça para muitos docentes.

    • jonas on 24 de Abril de 2014 at 19:17
    • Responder

    Caríssimos….
    E se os professores do quadro inviabilizarem este concurso extra ordinário??? Teria piada não?

    • Pensador on 24 de Abril de 2014 at 22:39
    • Responder

    Num país justo, democrático com políticos com valores ética,.., jamais os critérios seriam estes. Tendo em conta que decorre simultaneamente a contratação inicial/ período probatório, os parâmetros deste concurso deveriam abranger todos os docentes profissionalizados com ou sem tempo. Pois faz algum sentido determinar 365 dias de tempo de serviço e avaliação de B, e então e aqueles que apenas têm 360 dias ou pouco menos, é alguma vez relevante este critério?..Faz lembrar o critério para ficar isento da PACC (5 anos).. Enfim, ou duas uma o ministério de forma consciente e justa faz a alteração aos requisitos para que haja equidade pois deve ser uma oportunidade para todos e os que ficarem colocados melhor para eles, quem não ficar pelo menos podem ficar na lista de contratação… O sector da Educação vai de mal a pior, tudo serve para criar cada vez mais instabilidade, precariedade na vida dos professores (novos pobres) e isso reflecte-se de alguma maneira na consciência e respeito da sociedade pela classe dos professores cada vez mais fragilizados para não falar em desmotivação o que, sem sombra de dúvidas, se irá reflectir na qualidade do ensino.

    • Pensador on 24 de Abril de 2014 at 22:44
    • Responder

    Ah!! e visto que é um concurso público para ensinar em escolas públicas, o tempo de serviço realizado no privado não deveria contar nunca para este fim.

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