A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) defendeu hoje a eliminação dos exames nacionais do 6.º e 9.º ano, tal como já aconteceu com os do 4.º ano.
Começando por sublinhar que concordam com a decisão de eliminar os exames do 4º ano, os órgãos sociais da CNIPE entendem que o mesmo deverá acontecer com as provas nacionais de Matemática e Português do 2.º e 3.º ciclo.
“Promover o sucesso escolar deve ter por base um real investimento na escola pública (condições, número de alunos por turma, número de professores, objetivos, técnicos especializados…) e não a realização de exames que põem em causa a valorização de todo o trabalho e de todas as aprendizagens realizadas ao longo do ano letivo”, lê-se no comunicado divulgado pela presidente da CNIPE no final da reunião dos Órgãos Sociais, que decorreu em Viseu.
No entanto, caso o Ministério da Educação decida manter os exames do 6.º e 9.º anos, os encarregados de educação sugerem que sejam realizados fora do período letivo, para não perturbar o normal funcionamento das aulas.
A CNIPE critica também o Preliminar English Teste (PET), o novo exame de inglês obrigatório para todos os alunos do 9.º ano, considerando que “a escola pública não deve estar ao serviço de uma instituição privada” e que aquela prova “continua a criar desigualdades de acesso à certificação pela Cambridge já que é paga pelos pais”.
“Consideramos, também, que o facto de a certificação ser feita por uma entidade exterior ao Ministério e Educação é um completo desrespeito pela formação dos professores e professoras de Inglês e a todo o sistema público de ensino”, conclui a CNIPE.
… embora neste país, todos sabemos, que as negociações valem o que valem!!!
Como já tinha referido, aqui e aqui, os exames iriam ser substituídos por algo semelhante, fosse o regresso das provas de aferição ou algo diferente, mas do género.
Parece que o novo Ministério vai optar pelo regresso das Provas de Aferição… A máquina necessita de números ou então como se continuaria “A farsa (e a afronta) dos rankings escolares” (por Mário Cordeiro)…
Amanhã, o novo Ministério da Educação de Tiago Brandão Rodrigues começa a ouvir os sindicados para, entre outros temas, discutir o regresso das provas de aferição.