17 de Dezembro de 2015 archive

Eles sucedem-se…

Desta vez tem a ver com as listas do 1º ciclo…

 

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Divulgação – Sinopse dos assuntos apresentados pela Federação Portuguesa de Professores ao novo Ministro da Educação

Sinopse dos assuntos apresentados pela Federação Portuguesa de Professores ao novo Ministro da Educação

 

I

 

Após termos sido a primeira organização representativa de Pessoal Docente a ser recebida pela Comissão de Educação e Ciência da A. R., nesta nova Legislatura, representámos hoje os seguintes tópicos nesta primeira reunião com a nova equipa governativa da pasta da Educação:

– Reposição dos índices remuneratórios e descongelamento das carreiras.

– Revisão da legislação sobre concursos com respeito pela graduação profissional de modo a torná-los mais justos. Extinção da BCE – Bolsa de Contratação de Escola, no caso das Escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com contrato de autonomia.

– Abandono da deriva da chamada municipalização da educação que poderia dar lugar a centralismos locais perversos.

– Reformulação dos horários de trabalho, art. 79º do ECD, componente letiva e não letiva.

Pagamento das deslocações entre estabelecimentos de ensino do mesmo Agrupamento de Escolas.

– Redução do número de alunos por turma, que foi aumentado a pretexto da era da Troika.

– Redução dos programas curriculares demasiado extensos.

– Reflexão mais aprofundada e mais abrangente sobre os modelos de avaliação dos alunos dos 1º e 2º Ciclos.

– Alívio da burocracia e instabilidade profissional, e das condições laborais que provocam stress, bournaut, com revisão do regime jurídico das doenças profissionais.

– Regime Especial de Aposentação aos 36 anos completos de serviço, independentemente da idade.

 

II

 

Expusemos à equipa governativa o porquê de uma Ordem dos Professores:

– A Profissão Docente é uma profissão que – pela sua própria natureza – tem enorme relevância social.

– A Profissão Docente – que foi sendo construída socialmente ao longo dos séculos – tem saberes próprios, exige um determinado grau de especialização.

– A Profissão Docente – hoje em dia – não pode ser concebida como uma mera vocação. Há muito que – felizmente – se ultrapassou a conceção do Professor-Missionário.

– A Profissão Docente hodiernamente tem que dar resposta aos desafios da Escola de Massas, tem que atender todos os públicos que a procuram e que usufruem do direito constitucional à Educação e ao Ensino.

– À Profissão Docente cabe garantir não só o acesso, mas também o sucesso escolar e cívico dos alunos.

Em síntese, a Profissão Docente é uma profissão que se reveste de um caráter eminentemente Ético e Deontológico.

É esta a ordem de razões pelas quais a nossa Federação defende a constituição de uma Ordem dos Professores.

A exemplo do que, nos últimos anos, tem vindo a acontecer com outras profissões de caráter mais especializado, tentámos sensibilizar a tutela para a necessidade de se vir a criar uma Ordem dos Professores, para zelar pela função social e a dignidade da função docente.

Embora não se tendo reportado especificamente a cada uma das reivindicações expostas pela FPP e pela Pró-Ordem (com vista à constituição de Mesas Negociais sobre matérias específicas), o Senhor Ministro afirmou, genericamente, que existe abertura negocial e que, das questões apresentadas pelos sindicatos, surgirão muitas soluções e um diálogo frutífero. Assim o esperamos…

 

 

 

Lisboa, 17 de dezembro de 2015

 

P’la Direção Nacional

 

Filipe do Paulo

 

P.S. – As matérias específicas do Ensino Superior Politécnico e Universitário, público e privado, serão representados na audiência que iremos ter com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

Também pode ser consultada em:

http://www.federacaodosprofessores.com/foco.php?id=212

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Choques À Esquerda

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Pela manhã, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reiterou que não tomaria decisões isoladas sobre os exames e que tencionava auscultar a comunidade educativa sobre o modelo de avaliação dos alunos e do sistema; à tarde, o primeiro-ministro, António Costa, deu como certo, no Parlamento, que as provas nacionais do 6.º ano e do 9.º são para manter. Uma aparente contradição que o PCP e o Bloco de Esquerda não valorizam. Defendem o fim das provas e não dão a discussão como encerrada.

A questão partiu da bancada do CDS-PP, no Parlamento. Durante o primeiro debate quinzenal de António Costa como primeiro-ministro, Paulo Portas quis saber se o socialista iria ceder aos seus “sócios” e aprovar o fim dos exames do 6.º e do 9.º anos, já proposto pela bancada comunista e defendido pelo Bloco de Esquerda (que anunciou a apresentação de um projecto de lei no mesmo sentido). Costa respondeu recomendando “a leitura do programa de Governo” que, disse, “é muito claro quanto às provas que serão mantidas” e do qual “não consta a eliminação das provas a que se referiu” Portas.

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Publicado o Novo “ECD” dos Açores

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