Comunicado APPELE

APPELE

Bom dia!
A APPELE (Associação Portuguesa de Professores de Espanhol Língua Estrangeira) vem por este meio solicitar o pedido de divulgação da posição pública, que segue em anexo.

Esta associação informa que, desde o último concurso docente (Junho 2012), tem solicitado uma audiência ao MEC, para se tratarem assuntos relacionados com a organização do concurso de docentes.

Uma vez que até à presente data o MEC ignorou os vários pedidos de audiência solicitados pela nossa associação, tomamos uma posição pública sobre este assunto.

Agradecemos a atenção dispensada.

A Comissão Executiva

 

Comunicado APPELE

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13 comentários

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    • Ricardo on 4 de Fevereiro de 2013 at 18:49
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    Eu gostaria que também de emitir o meu parecer. Há colegas de universidades públicas que não realizaram estágio pedagógico no Ensino Secundário, apesar de estarem inscritas e terem terminado um Mestrado em Ensino de Português/ ou Inglês e Espanhol no Ensino Básico e Secundário. Apenas realizaram estágio pedagógico também no 3º Ciclo do Ensino Básico. Também gostaria que a APPELE se pronunciasse sobre a habilitação destes colegas… Nas ESEs, os alunos fazem três práticas pedagógicas em três ciclos diferentes nas duas línguas (1º, 2º e 3º Ciclos)… Em que ficamos?

    • Ricardo on 4 de Fevereiro de 2013 at 18:49
    • Responder

    Eu gostaria também de emitir o meu parecer. Há colegas de universidades públicas que não realizaram estágio pedagógico no Ensino Secundário, apesar de estarem inscritas e terem terminado um Mestrado em Ensino de Português/ ou Inglês e Espanhol no Ensino Básico e Secundário. Apenas realizaram estágio pedagógico também no 3º Ciclo do Ensino Básico. Também gostaria que a APPELE se pronunciasse sobre a habilitação destes colegas… Nas ESEs, os alunos fazem três práticas pedagógicas em três ciclos diferentes nas duas línguas (1º, 2º e 3º Ciclos)… Em que ficamos?

    • Sónia on 4 de Fevereiro de 2013 at 19:58
    • Responder

    Caro Ricardo,

    E o que diz em relação à disparidade qualitativa entre os conteúdos/cadeiras/níveis linguísticos lecionados nas ESE e nas Faculdades? Basta analisar os Planos de Estudo. Há ESEs em que os alunos se ficam com 4 semestres de Língua Espanhola (licenciatura + mestrado)…que nem sequer são lecionados por professores nativos!! Nível C2 do QECR? Não sabem, certamente, o que isso é. Exames orais? Pois, também não! Os professores das ESE não estão habilitados linguisticamente para Secundário, especialmente se for nível de continuação…(e arriscar-me-ia a dizer que talvez não estejam para o 3ºciclo).

    Cumprimentos.

    • Ricardo on 4 de Fevereiro de 2013 at 22:30
    • Responder

    Pois, colega. Sou formado por uma universidade e também por uma ESE e estou em condições de comparar. Ambas são rigorosas se forem encaradas também com rigor por parte dos formandos. Em todos os lados há as situações que menciona… Posso também adiantar-lhe que sou licenciado no ensino básico e secundário, mestre e doutorado por uma universidade pública e lecciono numa ESE também pública, onde sou responsável pela cadeira de Didática da Língua Espanhola e supervisão pedagógica. Já tive alunos de universidades públicas que reprovaram e se queixaram da exigência… Faço exames escritos e orais e os meus colegas também, pois assim somos obrigados.
    Como deve saber, os mestrados profissionalizantes não servem para certificar linguisticamente, mas sim pedagogicamente. A parte linguística já foi feita na licenciatura que pode ser feita em qualquer instituição do ensino superior europeu… Portanto, não pode generalizar assim…
    Quanto à APPELE, associação na qual não me inscrevo por defender apenas os interesses de professores saídos de universidades públicas e não de todos os professores de espanhol, creio que deveriam repensar a sua política, pois uma associação deve defender os interesses de todos e não estimular “guerras” que não levam a lado nenhum. Talvez seja por isso que o MEC não lhe dá crédito…

    • lmc on 4 de Fevereiro de 2013 at 23:48
    • Responder

    Lendo o comunicado da Appele depreende-se que cada instituição forma para um determinado grau de ensino, uma coisa é ter num mestrado em ensino básico (1º-9ºano) outro é ter o mestrado para o ensino básico e secundário. Não é correto que quem não tem formação para o secundário esteja a lecionar esse nível. Sem entrar em picardias entre ESES/Universidade “cada macaco no seu galho”. Não sei qual é o problema? Em todos os grupos disciplinar é assim, exceto no espanhol. O MEC devia criar um novo grupo de recrutamento.
    E para o senhor Ricardo, que parece conhecer tão bem a realidade das ESES (ou não!) gostava que me explicasse como é que conseguem aceder ao mestrado sem os 60 créditos a espanhol (que a lei diz isso!) e como fazem estágios no 1ºciclo a espanhol na zona norte?

    • lmc on 4 de Fevereiro de 2013 at 23:57
    • Responder

    Antes de comentar leiam BEM o comunicado. Em lado nenhum a APPELE toma partido pelos alunos formados numa ESE ou numa UNIVERSIDADE. Apenas se refere às habilitações (ver denominação dos mestrados) concedidas por cada instituição. E se não olharmos cada uma para o nosso umbigo verificamos a injustiça desta situação. Citando o comunicado “são professores formados para diferentes ciclos de ensino… Só desta forma os colegas com formação exclusivamente para o Ensino Básico veem assegurado o seu direito a locionar exclusivamente o nível de ensino para os quais se encontram preparados”

    • Ricardo on 5 de Fevereiro de 2013 at 0:39
    • Responder

    Recomendo que o/a colega “lmc” leia bem isto: http://assimdesign.com/appele/wp-content/uploads/2012/06/201205-004_DGAE-listas-350.pdf. Aqui está uma exposição feita pela APPELE em que refere que os candidatos das ESEs não deveriam estar nas listas das necessidades residuais. É clara quanto À postura da APPELE. Eu faço esta interpretação e muitas outras pessoas a fizeram e por isso não se inscreveram numa associação que não zela pelos seus interesses… Estou num país livre e espero poder expressar a minha opinião… Como referi anteriormente, fiz o meu curso numa universidade e, como tal, posso comparar…
    Como a/o colega refere e muito bem, os candidatos das ESEs têm habilitação para os três ciclos (desde o 1º ano ao 9º ano), enquanto que aqueles formados por universidades têm habilitação para dois (desde o 7º ano ao 12º ano). A questão é que o grupo 350 – Espanhol TAMBÉM É para candidatos das ESEs. Não pode ser vedado assim o acesso à candidatura… A própria APPELE já modificou um pouco o teor das suas observações, não exigindo a retirada dos candidatos das ESEs. Quanto ao fato de ser candidato/opositor a secundário isso deverá ser ponderado pelo candidato ou não… E também pelo próprio MEC, pois tem tudo em seu poder no agora registo e-bio…
    Volta-se à mesma questão que coloquei inicialmente. Qual o motivo de alguém que só fez estágio num 7º, 8º e 9º (apenas e só) duma universidade poderá concorrer ao 350 – Espanhol e alguém duma ESE que também fez estágio num 7, 8º e 9º anos não pode. E olhe que são muitos os casos que conheço!!! É a designação do curso? Os meus alunos fazem duas cadeiras de didática e três práticas pedagógicas rigorosas. Têm 20 aulas de intervenção nas duas práticas educativas respeitantes ao 2º e 3º ciclos, em cada semestre… Sei de universidades em que apenas fazem 20 anuais… E só são supervisionados em dois momentos… Os meus são supervisionados em 6 momentos pelo menos… Onde está o rigor????
    Quanto às suas outras questões, não conheço alunos que tenham entrado nos mestrados sem os 60 créditos ou sem certificação de nível C2, devidamente certificada por instituições europeia de ensino superior. Aliás, certamente sabe, que a aplicação do protocolo de Bolonha obriga a análise curricular científico-pedagógica. A instituição que não o faça estará a violar o referido protocolo. Conheço mestrados em universidades que têm planos de curso em que os alunos têm que fazer o nível C2 no próprio curso de mestrado que os habilita profissionalmente. Como é possível isto acontecer? Um ano estão a acabar a unidade curricular e no outro já estão a fazer estágio… Isto sim é escandaloso… No que se refere aos estágios no 1º ciclo, não me compete esclarecer mas posso dizer-lhe que são feitos… Alguns até são feitos no âmbito da educação bilingue, o que implica outro tipo de abordagem pedagógica, nomeadamente o CLIL… Mas como não estou bem na zona norte… Sei que há uma universidade na zona norte que têm também um curso semelhante aos das ESEs e os alunos também estão a concurso…

    • Ricardo on 5 de Fevereiro de 2013 at 0:43
    • Responder

    Aliás a questão retórica presente aqui http://assimdesign.com/appele/wp-content/uploads/2012/06/201205-004_DGAE-listas-350.pdf, referente ao fato dos candidatos das ESEs constantes das listas das necessidades residuais, leva-me a interpretar que a APPELE não queira que assim seja… Deveria ter pedido ao MEC para não os deixar concorrer a escolas/horários do secundário… Bastava isto… Ainda bem que neste último parecer, já tenha mudado a sua abordagem… Gostaria de saber o motivo…

    • Ricardo on 5 de Fevereiro de 2013 at 0:46
    • Responder

    Quero que entendam que defendo a mesma situação: criação de grupos diferenciados. Creio ser este também o objetivo da APPELE… Aliás, creio que todos beneficiariam com isso.. No entanto, este é o enquadramento legal que temos no momento e é com ele que temos que trabalhar.

    • Sónia on 5 de Fevereiro de 2013 at 13:47
    • Responder

    Obviamente que o objetivo aqui não é propriamente criar quezílias entre alunos de Faculdades e de ESE. Referindo-me a casos particulares na zona norte do país, é incomparável a exigência entre as duas instituições. A ESE a que me refiro não atinge o nível C2 na licenciatura…ou, pelo menos, não sei como o consegue fazer em 4 semestres. Daí, no seu Plano de Estudos, nem utilizar a nomenclatura do QECR. E se o Mestrado pretende habilitar os alunos pedagogicamente, o conhecimento linguístico também tem que estar lá, obviamente!
    De qualquer forma, questões linguísticas e metodológicas à parte, os alunos das ESE só estão habilitados até ao 3ºciclo. Logo, não é justo concorrerem para Secundário por um questão de “grupo de recrutamento”. Gostava de ver se eventualmente existisse Espanhol no 2ºciclo se esses professores gostavam de concorrer em pé de igualdade com os alunos das Faculdades.

      • Ricardo on 5 de Fevereiro de 2013 at 16:08
      • Responder

      Colega Sónia:

      Completamente de acordo. Também concorda que ficarem impedidos de concorrer ao 3º Ciclo do Ensino Básico só porque o grupo abrange os dois ciclos também será injusto para os candidatos da ESE…
      Quanto ao nível C2, na ESE em que trabalho só entram alunos com o nível C2. Têm que o comprovar antes de entrar no mestrado… Portanto, não entendo o que refere. Há universidades que, como referi, em que os alunos fazem Espanhol C2 no próprio mestrado… É o caso da Universidade do Porto, pelo que entendi na última análise do plano curricular…
      Uma outra questão é a existência da realização duma prática pedagógica no atual grupo 350 – Espanhol. As declarações de estágio mencionam-no… Se verificar na página da DGRHE, consta a seguinte informação:

      “A habilitação profissional é obtida através de um curso de formação inicial de professores, ministrado em escolas superiores ou em universidades, e organizado segundo os perfis de qualificação para a docência. Estes cursos qualificam, profissionalmente, para o grupo de docência / de recrutamento no qual foi realizado o estágio/prática pedagógica ou na especialidade do grau de mestre, nos termos fixados pelo Decreto-Lei n.º 43/2007, de 22 de fevereiro.”

      Por terem realizado estágio no 350 – Espanhol estão habilitados para o mesmo: básico e secundário… O mesmo acontece com os colegas que tinham habilitação própria e ficaram profissionalizados no 350, pois fizeram profissionalização em exercício no referido grupo, mesmo que sejam de filologia germânica com três cadeiras em Espanhol…
      No que concerne o 2º CEB, há colegas formados pela FLUP e FLUC e sem habilitação para o 2º CEB a lecionar neste nível de ensino na área de Coimbra (O inglês só se tornou obrigatório muito recentemente…). Como faço investigação na área sei dos dados a que tenho acesso… Que me tem a dizer sobre isto? Não ouvi ninguém a queixar-se… Nem a APPELE…

      • Cristina Paula Fernandes on 5 de Fevereiro de 2013 at 19:09
      • Responder

      Devo dizer que me profissionalizei numa Faculdade de Letras e que estagiei numa escola básica com 2º e 3º ciclo. A verdade é que já era professora do 3º ciclo e secundário (de uma outra língua) o que faz com que me sinta completamente à vontade para lecionar o espanhol no secundário. Para além disso sei que há escolas da zona de Viseu que oferecem a disciplina de espanhol como primeira língua estrangeira já no segundo ciclo do ensino básico. Eu dou iniciação no terceiro ciclo e entendo que não há grande diferença em lecionar a iniciação no segundo ciclo ou até secundário. Para além disso é sabido que muitos dos colegas, que neste momento, se encontram a fazer a profissionalização para o espanhol já são professores e na maior parte dos casos do terceiro ciclo e secundário. Pelo que temos vindo a assistir nos últimos anos há lugar para todos, logo não deve interessar ao MEC estar a perder tempo e a despender dinheiro na reorganização de todos os grupos disciplinares. A verdade é que a maior parte dos horários surgem no terceiro ciclo e não no segundo ou secundário… Peace and love ….

        • Ricardo on 6 de Fevereiro de 2013 at 8:24
        • Responder

        Olá Cristina!

        Finalmente alguém com bom senso! Parabéns por ser correta! De facto é assim que também penso. Não entendo estas “guerras”, quando estes mestrados foram encomendados pelo próprio MEC…
        Desejo felicidades para o concurso.
        Beijinho.

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