Nuno Crato nega intenção de despedir cerca de 50 mil funcionários
“Uma coisa é o relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), outra coisa é o que Governo vai fazer”, disse Nuno Crato em Campo Maior quando questionado pelos jornalistas sobre o despedimento de 30 mil a 50 mil funcionários, uma das muitas propostas do FMI para o Governo poupar 4 mil milhões de euros.
“Nós não somos irresponsáveis. Isso não está em causa de forma alguma”, acrescentou.
O ministro da Educação e Ciência falava à margem do lançamento da primeira pedra do centro escolar de Campo Maior, no distrito de Portalegre.
“O Governo irá apresentar um conjunto de medidas que são necessárias para o país, para a reforma da educação, para a reforma do Estado e também, o que não pode ser considerado de menor importância, para a redução da despesa, algo que todos os contribuintes querem”, disse.
Nuno Crato defendeu que todos têm que tornar o Estado “mais ágil, mais competitivo” e fazer com que a educação “melhore”, não só com mais recursos, mas que melhore utilizando de uma “maneira mais apropriada” os recursos que existem.
“Nós até este momento não fizemos nenhum despedimento na educação, houve contratações que foram ditadas pelas necessidades e nós esperemos continuar exatamente nesse ritmo porque os professores são necessários às escolas”, disse.
“O que temos é que arranjar processos de envolver todos os professores, racionalizar todos os recursos para que a educação se desenvolva e que não haja professores com horário zero”, sublinhou.
Mas como o corte permanente de 4 mil milhões bem para ficar a partir de 2014 estou ainda para ver o que vai cair sobre a educação.
E entretanto o mês de Fevereiro é curtinho e as medidas a propor na próxima avaliação devem estar já em fase de conclusão.
Prefiro não adiantar suspeitas do que pode ser proposto porque muita coisa se tem falado e a mobilidade especial seria um dos maiores receios dos professores dos quadros e que se nota já um pouco distante.
Mas como o relatório do FMI usa dados de 2010 e desde então largos milhares de funcionários públicos já se reformaram é muito provável que o corte previsto não incida no despedimento de pessoal docente
Aguardemos.



4 comentários
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Coisas boas não serão de certeza! Mas talvez a montanha vá parir um rato. Como acreditar em alguma coisa depois do que já fizeram aos pobres dos trabalhadores, não tocando na finança dos mais ricos e poderosos, ou então, estão com medo de quando não forem governo, não existam TACHOS para estes vampiros todos que andam por aí à solta no pinhal do Rei.
O problema é mesmo esse. Há gente que fica contentíssima e canta vitória, se a coisa ficar pelos 15 ou vinte mil…
Elementar!
Diz que não faz, mas vai fazer, preparem-se para a verdadeira razia do próximo ano. É que este, é dos espertos! Nuno Crato faz pela calada, não anda a anunciar aos sete ventos medidas impopulares. É cão que não ladra mas morde! Nisso, destaca-se de PPC o político mais burro e otário de sempre. NC, no ano passado, implementou a revisão curricular, mega-agrupou tudo acabando com disciplinas, áreas, horas para DT, fê-lo tão discretamente que quando os professores deram por ela, já estavam no desemprego ou com horário zero. Acham mesmo que, neste momento, ele vinha confirmar e enunciar um despedimento de 50 mil professores!!?? Para lhe cairem em cima? Quando chegar a junho, julho faz o que tem a fazer e pronto! Vão ver!
Claro que não despede… dispensa os do quadro e não chega a contratar os restantes… é completamente diferente… lol