Foi publicado no site do IEFP alguma documentação de apoio à candidatura a esse concurso.
Como cedo se percebeu alguma informação foi contraditória entre o aviso de abertura e a lista de perguntas mais frequentes o que terá levado ao elevado número de desistências às entrevistas.
Mas tão grave ou mais foi a alusão ao Decreto-Lei 244/2002, de 5 de Novembro por onde os candidatos se guiaram para usar da bonificação permitida para a NUT de origem.
Porque de acordo com investigação feita o Decreto-Lei 244/2002 foi alterado em 2008 pelo Decreto-Lei n.º 68/2008, de 14 de Abril.
Assim, foram dadas informações erradas pela entidade que organizou este concurso o que induziu em erro alguns candidatos.
Sobre a “majoração matrimonial” que denunciei neste post mais coisas de momento havia a dizer no entanto fico a aguardar o desenvolvimento da notícia.




1 comentário
Caríssimos colegas, o que se está a passar com as vagas no IEFP, já se passava com as Ofertas de Escola… e com as colocações nas escolas privadas. Não existe o mínimo de escrúpulos para aqueles que, sendo da nossa classe profissional, tenta tudo para passar à frente dos colegas. É certo que a situação das colocações docentes está mal; cada vez há menos lugares para tantos professores, seguindo os cortes anunciados e por anunciar pelo MEC. Esta situação não irá melhorar; a tendência será para se acentuar. O que está previsto para a escola pública, em Portugal, é muito mais aflitivo do que estas ocorrências. Preparem-se para a privatização do ensino público (dos mega-agrupamentos, de escolas…), para a autonomização das escolas… Se isto nos preocupa, então deverá ocorrer situações muito mais preocupantes, sem que nada possamos fazer, uma vez instituídas e consignadas em lei.
Necessitamos de nos unir numa única plataforma de entendimento, todos os docentes e educadores e lutarmos pelos nossos direitos e pela defesa da escola pública. Se não o fizermos, estaremos a consentir com todas as reformas que se estão a desenhar para a Educação. Se a classe docente está, neste momento, numa situação de grande angústia, esperemos pelos próximos episódios apresentados brevemente pelos nossos governantes. A partir desse momento poderemos afirmar que Portugal estará pronto para exportar professores (profissionais extremamente qualificados), para desempenhar funções fora da sua área de formação em países de acolhimento. Olhe-se o que está a passar com os enfermeiros: profissionais pagos à hora pelo menor preço possível através de empresas de recrutamento. O que nos espera será mais ou menos este cenário. Se olharmos bem o rumo que a escola pública e a Educação em geral estão a tomar em Portugal, teremos que temer mais o que se avizinha do que estas injustiças, que não dignificam em nada a profissão docente. Devemos estar todos unidos, ponderarmos a criação, livre de qualquer partido político ou movimento sindicalista, de uma associação de professores, idêntica à associação de professores contratados, que já existe e que está a realizar um excelente trabalho. Já repararam que a classe docente é a classe profissional em Portugal com mais elementos e detentores de mais habilitações académicas (que até fazem inveja a qualquer deputado, ministro ou secretário de estado). É importante a denúncia destes casos, mas mais importante é a criação de uma plataforma de associativismo que poderá representar toda a nossa classe, incluindo igualmente os colegas que lecionam no ensino superior público e privado.
Necessitamos de nos unirmos, só assim poderemos sobreviver, fazer valer as nossas reivindicações e acabar com este tipo de situações de colocação de forma arbitrária e incompetente, e com as reformas que estão a degradar a qualidade da Educação e a inclusão e tratamento imparcial de todos os alunos, independentemente da sua origem social.
As colocações de professores deveriam ser mais transparentes.
Ponderemos a criação de um único movimento nacional de professores, que possa centralizar todas estas denúncias de situações menos claras e serem os professores deste movimento a participar nestas colocações, bem como nas ofertas de escola.
Temos capacidades e inteligência suficiente para defendermos um futuro melhor para Portugal, onde cada reforma desenhada para a Educação, seja debatida primeiramente connosco. FALTA-NOS MAIS UNIDADE E IMPARCIALIDADE PARA A DEFESA DA NOSSA CLASSE. Tenhamos coragem e perseverança para darmos este passo importante e imprescindível para a nossa classe profissional.