Após a publicação destas listas de colocação, e com base na Lista Colorida, há algumas considerações necessárias:
- Excluídos – prova-se que muitos dos excluídos são também candidatos à vinculação extraordinária. Tenho a certeza que muitos dos excluídos verão a sua situação corrigida e serão justamente integrados nos quadros. Como já tinha referido aqui, esta situação obriga a colocações duplicadas e a despesa acrescida do Estado. Excluir professores sem lhes dar a possibilidade de defesa antes da saída das colocações é muito injusto quando se trata de um aspeto tão importante da sua vida. Os culpados não são os denunciantes e é URGENTE retirar a validação do âmbito das escolas e fazê-la através do e-bio;
- Extinção de vagas – Esta foi uma dúvida presente ao longo de todo este processo, como o Alindo já foi referindo. O certo é que 199 vagas foram extintas, contrariando aquilo que a secretária de estado Alexandra Leitão tinha dito ao Público… a palavra vale muito pouco nos dias de hoje. Ter os mesmos candidatos opositores a vários concursos em simultâneo tem sido uma fonte de problemas para os candidatos, para os técnicos da plataforma e para as escolas.
- Cálculo de vagas – Para mim este é o ponto mais obscuro de todo este processo. O ME refere que muitas vagas não foram abertas porque os contratos foram denunciados ou nem chegaram a ser aceites. Eu acreditaria nesta explicação se divulgassem a lista com todos os contratos denunciados ou não aceites. Alegar questões de privacidade num concurso público deita por terra qualquer confiança que exista no processo. Talvez nos próximos anos vejamos esta situação corrigida.