Blog DeAr Lindo

A que custo se combate a falta de professores?

Partindo deste artigo do Arlindo, analisei as listas de ordenação dos candidatos à Mobilidade Interna, para tentar perceber o efeito que terá no combate à falta de professores, porque são estes candidatos que vão, durante este ano letivo, efetivamente ocupar vagas nos QZP’s e escolas carenciadas.

São 927 os candidatos que concorreram à Mobilidade Interna que surgem distribuídos na tabela abaixo de acordo com as prioridades:

0 e 1 – Docentes profissionalizados;
2 – Docentes não profissionalizados.

Dos candidatos profissionalizados, cerca de 300 já tinham sido colocados em CI/RR este ano, o que significa que a sua colocação em MI pode implicar deixar turmas sem aulas noutros QZPs (até porque muitos já estavam em horários ANUAIS).

Pelos dados acima, percebemos que 402 destes professores são não profissionalizados e destes, 174 não têm nenhum tempo de serviço, como podemos perceber pela tabela abaixo.

Percebemos a urgência na resolução deste problema da falta de professores, mas infelizmente o caminho que está a ser traçado trará custos graves a longo prazo. Não será arriscado, vincular aos quadros do MECI, licenciados não profissionalizados SEM tempo de serviço?