No final do ano letivo foi divulgado por vários órgãos de comunicação social que o Ministério da Educação pretendia prorrogar os contratos dos técnicos especializados, assim como as mobilidades dos técnicos superiores, ambos com finalização a 31 de Agosto. A intenção era garantir um início tranquilo do próximo ano letivo, para que as escolas possam contar com os meios humanos necessários.
Tudo aparentava estar bem. Só falta terminar bem. Estamos a 30 de agosto e até ao momento as escolas não receberam indicações para concretizar o que foi anunciado. O sentimento entre técnicos, quer precários, quer superiores em mobilidade, é de inquietação: os primeiros não sabem se darão continuidade ao trabalho desenvolvido e os últimos receiam voltar ao agrupamento de origem ou verem-se obrigados a procurar outro emprego. Todos estão com a vida em suspenso! Ano após ano, esta situação tem vindo a repetir-se desnecessariamente.
Tudo podia acabar bem? Sim. Para além das prorrogações mais imediatas, os técnicos precários em funções permanentes podem vincular e aos técnicos superiores pode ser permitido a consolidação por via legislativa.
As escolas precisam de saber com quem podem contar muito antes de final de Agosto! E os técnicos precisam de estabilidade. Só assim é que se pode dizer que está (quase) tudo bem!
A autora pediu a publicação deste texto no dia de hoje
No artigo anterior a este publiquei o Despacho do MECI de dia 28 de agosto autorizando a renovação de 1048 Técnicos Especializados.