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A Mobilidade por Doença foi um tiro no pé do Ministro

A nível de concursos, este ministro não começou bem: em pouco tempo têm sido detetados vários erros, ao ponto dos serviços contactarem os professores para resolverem os problemas no algoritmo do sistema.

Este ano, a alteração da calendarização da MpD, que foi executada depois da MI, não sendo um erro de algoritmo é ainda mais grave, porque, de forma consciente ou por ignorância, prejudicará muita gente.

Vejamos um exemplo concreto (entre outros que tenho conhecimento):

– A professora A, de Vila Verde, ficou na Mobilidade Interna (MI), em Amares;
– A professora B, de Amares, na MI, ficou colocada em Guimarães;
– A professora A, na MpD, na semana seguinte, consegue (e bem) mobilizar-se para Vila Verde e liberta a vaga de Amares;
– A professora B, de Amares, ficará em Guimarães e verá professores menos graduados (e se calhar de Guimarães) a ocupar a vaga na primeira Reserva de recrutamento.

Qual a vantagem que o Sr. Ministro vê com esta alteração da calendarização?

Vejamos outra situação concreta:

– O professor C, de Sintra, ficou na MI em Agualva (numa das escolas com maior falta de professores);
– A professora D, de Agualva (opositora a todas as escolas da região), ficou na MI em Oeiras;
– O professor C fica colocado na MpD na escola mais próxima de casa e libertará a vaga de Agualva.
– a professora D não ocupou a vaga da escola mais próxima de casa (e que ela preferia) e, provavelmente, na próxima reserva, o horário libertado não será ocupado por falta de professores interessados.

Conclusão:
vários professores QZP por colocar, que terão de se apresentar na escola do ano passado (alguns do algarve ou das ilhas), quando teriam lugar na MI se as vagas não tivessem sido “ficticiamente” ocupadas;
– vários professores ultrapassados por outros menos graduados na próxima reserva de recrutamento;
– em várias escolas, muitos alunos sem aulas porque aqueles que estariam interessados nesses horários já têm outra colocação.

Estas situações têm sido recorrentes ao longo das reservas, mas não havia nenhuma razão para acrescentar mais este grau de injustiça neste “procedimento” da Mobilidade por Doença, pois não Sr. Ministro?