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Joana Amaral Dias Diz Tudo Sobre a Polémica dos Cartazes

António Costa comportou-se miseravelmente no 10 de junho. Esteve numa atitude provocatória, levou Galamba, meteu-se no meio dos manifestantes. A sua mulher insultou um deles chamando-o de fantoche e o PM injuriou outro apodando-o de racista. Voltar a puxar a carta da vitimização neste contexto é repugnante porque instrumentaliza um combate importante em Portugal. E é aldrabice. António Costa não dá ponto sem nó, procurou a perturbação desde o início, desejava uma Marinha Grande mas tudo o que encontrou foi cartazes usados há mais de um século no mundo inteiro e que, especificamente na luta dos professores, já são utilizados há meses. Só agora o PM os considerou ofensivos porque só agora precisou de puxar desse trunfo.
Surfando o l’air du temps dos ofendidos, Costa – a vítima de racismo eleita várias vezes para o leme do país, uma delas com maioria absoluta)- pode insultar manifestantes como denegriu com boçalidade médicos (cobardes) ou a iniciativa liberal (queques ridículos que guincham) mas não aguenta um cartaz que passaria em qualquer carnaval ou queima das fitas (quando nelas ainda havia sátira).
Enfim- Costa sabe que está a perder terreno, por isso procura o conflito. É triste. Especialmente triste tratando-se da educação dos nossos miúdos. Há tanto dinheiro para tanta tralha- desde as indemnizações à TAP – mas não há para resolver as reivindicações dos professores, justas na sua maioria? Por favor. Isso sim, é uma grande porcaria.