Sou mãe de uma criança que frequenta o 2° ano, que não irá fazer as provas de aferição de português+estudo do meio e matemática+estudo do meio.
As provas de aferição neste ano de escolaridade já são questionáveis, mas no formato que pretendem este ano, para mim, são uma aberração!
Estamos a falar de crianças que ainda estão a aprender a escrever com fluidez de forma manuscrita. Estamos a falar de crianças a quem ‘exigimos’ cuidado com a caligrafia para que seja legível. A quem pedimos que transcrevam seja por palavras, gráficos ou imagens resoluções de problemas…
E de repente cortamos as bases do que pedimos no primeiro e segundo ano para fazer provas de “aflição” no computador?
Onde está a maiúscula? Como faço o sinal de pontuação? Como apago o erro ali em cima?
São perguntas que não se fazem esperar!
E onde está a possibilidade de deixar as crianças extrapolar o seu raciocínio no “demonstra como chegaste a esse valor…”?
Como é possível pedir a crianças que não têm TIC na escola que escrevam um texto, quando cada uma delas o faz carácter a carácter, demorando vários segundos para encontrar o seguinte?
E não raras vezes pressiona demasiado a tecla ‘delete’ e lá se foi a frase que tinha demorado largos minutos para ser escrita!
Por tudo isto e por muito mais, porque com estas provas de “aflição” não se afere nada, nem são justas para quem e o que estão a tentar aferir, eu digo não!
Nesse dia a minha filha não vai à escola! Vai brincar com os avós que ganha mais!
(Mãe e educadora de infância)