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Querem professores em Lisboa, Algarve e Setúbal?

Façam como em Cinfães se fez com os médicos.

Lisboa, Algarve, Setúbal e brevemente a região do Porto não terão outra solução para fixar professores.

Não julgue o ME que vai ser o novo diploma de concursos que irá resolver o problema da falta de professores.

O problema vem de há muito tempo e é estrutural. A grande parte dos professores que estão disponíveis são da região norte e centro, no sul e região de Lisboa nunca se formaram professores em número suficiente para às necessidades, o que levou a que, agora, estejam nesta situação.

Com a redução de candidatos a professores a que temos vindo a assistir na última década a solução para estas e outras zonas do país onde o problema surgirá a breve prazo, passará, não por impor a deslocação de professores, mas por apoiar a deslocação.

A falta de visão estratégica, a longo prazo, para a falta de professores vai levar o país a seguir os maus exemplos de outros países europeus.

Fica o exemplo de Cinfães…

 

A Câmara de Cinfães voltou a dar apoios a médicos de família para ficarem no concelho. Mais três clínicos vão receber apoios de 200 euros por mês, aprovados pelo município.

Os apoios foram entregues “ao abrigo do regulamento municipal de apoio à fixação de médicos de família no concelho”, enaltece o executivo local.

O objetivo é atrair e fixar médicos de família em Cinfães, comparticipando a compra ou arrendamento de casa e as despesas de deslocação para o centro de saúde.