Apesar de se estar a falar muito de serviços mínimos ainda não se viu a decisão concreta.
Eu não a vi.
Do que se sabe pelas TVs foi uma vitória dos professores.
Há associações de pais do regime a festejar, mas eu moderaria o entusiasmo.
Parece que é algo assim:
Serviços mínimos para professores nada. Nem minimo de aulas nem sequer outra obrigação qualquer (alias, não se podem impor serviços mínimos fora do âmbito funcional).
E os assistentes operacionais que não estejam nos serviços destinados como minimos podem continuar a fazer greve.
Logo, num quadro em que os professores estejam em greve e os AO dos corredores, não definidos nos mínimos, a façam também vai-se meter as criancas nas escolas para quê? Para esperarem a vaguear pela hora de almoço? Este é o modelo de escola do perfil “que os finlandeses elogiam”?
E é isto que a Confap quer?
Alunos a andarem a passear pelos corredores ou a vaguear pelos recreios, sem aulas?
Os pais querem mesmo isso?
Escolas abertas sem professores?
A loucura total.
Há para aí um comentador que tem uma rubrica em que fala da “loucura mansa” . Isto é a loucura brava.
O governo não consegue parar a greve dos professores mas esconde os alunos nas escolas…..
Se for este o quadro e eu tiver de gerir essa situação, até faço a vontade ao governo (“albarda-se o burro à vontade do dono” …. E este dono é mais burro que a montada) e meto as crianças na escola, mas remeto, ato contínuo, ao ministro uma declaração assinada a explicar que não assumo qualquer responsabilidade de ter uma escola a funcionar assim.
Como fazem os diretores clínicos nas urgências…..
E que a responsabilidade é dele e dos pais que assumem por os filhos dentro de um edifício pelos mínimos e não preocupados com os seus superiores interesses de segurança.
Querem um sítio para depositar e não para educar.
Mais oportuna se torna a intervenção do presidente que devia por sensatez nisto tudo.