Ensino em Portugal. Metade dos alunos com dificuldades nas tarefas mais elementares
Com dois anos letivos já condicionados pela pandemia e meses de ensino à distância – todo o 3.º período de 2019/20 no caso dos alunos do ensino básico -, o Ministério da Educação quis avaliar o “atual estado das aprendizagens” através de testes de diagnóstico aplicados uma amostra de estudantes do 3.º, 6.º e 9.º anos. E os resultados obtidos demonstram já algum impacto das perturbações.
“Há dificuldades já antes identificadas nomeadamente na resolução dos problemas de níveis de complexidade mais elevada, mas temos também uma percentagem muito grande de alunos que não consegue ser bem sucedida nos itens mais simples”, reconheceu o secretário de Estado da Educação, João Costa.
Os testes, realizados em janeiro numa amostra representativa de escolas (públicas e privadas, de todas as regiões do país), eram compostos por tarefas que remetiam para competências de literacia científica, matemática e de comunicação e informação. As dificuldades “rondam os 50% logo a partir das tarefas de nível 1 de dificuldade”, exemplificou João Costa, defendendo a necessidade de intervenção. “Estas dificuldades não podem ser ignoradas e vão obrigar a um trabalho específico nas escolas”, declarou ainda.