Todos sabemos que há diretores e diretores. A pandemia tirou da toca os pequenos ditadores que ainda dela não tinham saído. Os horários do Ensino Remoto de Emergência, disso são um bom exemplo. Mas, daí, a culpá-los de algo que não têm culpa, é desonesto.
O Tiago disse ontem que a “culpa” de falta de equipamento informático não era da culpa do ME (mais uma para ser desmentida pelo Poligrafo).
As escolas, durante o 1.º período, fizeram o levantamento dos alunos dos escalões A e B. a pedido do ME para efeitos de atribuição de equipamentos informáticos. Os equipamentos informáticos, conforme noticiado pela imprensa e dito pelo Tiago, só seriam para os alunos do secundário. Os restantes alunos dos outros ciclos de ensino seriam “presenteados” mais à frente no tempo. Já no segundo período o ME requereu às escolas um levantamento dos alunos com escalão C. Disto isto o que o Tiago afirmou ontem não corresponde à verdade. Ou ele não sabe (o que é mais do que certo) ou foi desonesto. O mais certo é que lhe tenham passado a informação errada propositadamente para fosse ele a levar… mais uma vez.
O ministro no cargo não passa de um rei sem reino, o eterno Delfim. O verdadeiro ministro, esse, esconde-se debaixo de outro cargo mesmo acima do de mero ministro.
Tiago Brandão Rodrigues desvalorizou a falta de computadores nas escolas e descartou culpas do ME. “No ano letivo passado, os diretores escolares estimaram em 100 mil os computadores necessários, e conseguimos dotar as escolas com mais de 100 mil”, disse o ministro da Educação, reconhecendo dificuldades em comprar mais, por “falta de stock”, um problema a nível mundial.