… que nada percebe e sabe do que se está a passar nas escolas portuguesas.
É tão bom quando os nossos amigos nos preparam um discurso que sabemos que todos querem ouvir, o discurso do “está tudo bem”.
Não, senhor ministro, não está tudo a correr bem como o senhor quis fazer passar na sua entrevista que deu à hora de almoço. Desafio-o a visitar a escola de Carqueja de São Tiago sem aviso prévio, talvez assim fique a saber a realidade e comece a preocupar-se realmente, como nós estamos preocupados.
No seu discurso, as escolas estão a fazer tudo como o manual manda. A realidade é diferente, nós estamos a fazer os possíveis e os impossíveis (mais impossíveis do que possíveis).
A sua fuga às questões do jornalista são um ponto fulcral da entrevista. quando não lhe interessa responder, foge ao assunto como o diabo foge à cruz (politico). Dou-lhe um exemplo: quando foi questionado sobre os professores de risco, nada disse, apenas elencou o diploma que permite a funcionários públicos e do particular a possibilidade da entrega da declaração para poderem usufruir de 30 dias de faltas justificadas, nada esclareceu, nada disse do que acontece depois como era intenção do jornalista ao questioná-lo (politico da velha guarda que não tendo conhecimento global se limita ao que os amigos e secretários lhe transmitiram).
Nas escolas os entraves são mais do que muitos, o orçamento limitado não chega para se realizar uma limpeza adequada, os problemas vão começar por aí, não é suficiente, para que durante todo este ano letivo, se tenha as quantidades de material de produtos de higienização e desinfeção necessários para a segurança de todos.
Mais uma vez o desafio, tenha a coragem de aparecer na Escola de Carqueja de São Tiago sem aviso prévio e sem amigos à mistura. Ou isso ou continue a ir aos jogos de futebol bater palmas aos golos dos seus ídolos.