Nas orientações emanadas pela DGEstE pode-se ler: “Assim, em articulação com a Direção-Geral da Saúde (DGS), estabelecem-se as seguintes orientações para a reorganização do funcionamento de cada estabelecimento de educação e ensino (incluindo a extensão dos horários, por exemplo, no âmbito das Atividades de Animação e Apoio às Famílias e da Componente de Apoio à Família), no ano letivo 2020/2021:”
Umas páginas depois podemos ler a pérola do distanciamento entre os alunos e alunos/docentes:
“Sempre que possível, deve garantir-se um distanciamento físico entre os alunos e alunos/docentes de, pelo menos, 1 metro, sem comprometer o normal funcionamento das atividades letivas.”
Mas ontem a Sr.ª Graça Fretas, quando questionada pelos jornalistas durante a conferência de imprensa para dar conta da situação diária da pandemia, referiu:
“O que estamos a fazer, e também de acordo com orientações internacionais, é conjugar uma série de regras que levem à maximização de distanciamento social e da proteção entre os alunos, docentes e comunidade escolar. Um metro é a distância mínima e somam-se outros métodos barreira como as máscaras, a disposição das carteiras nas salas.”
Mas afinal que cooperação é esta entre instituições que dizem estar a remar para o mesmo lado?
Hoje, um diz uma coisa e amanhã o outro diz outra. Não se entendem, não comunicam ou andam a gozar com a brincadeira? Será que tudo isto é uma brincadeira?
Entendam-se de uma vez por todas, porque para correr mal não é necessário muito. As escolas tê de ter tempo para se reorganizar, se o exemplo não vem de cima, depois não sacudam a chuva do capote e assumam as responsabilidades que vos vão ser imputadas. Não me venham com conversas de treta, a desorganização está à vista de todos.