Há quem esteja a ver a pandemia como uma oportunidade de mudança de certos paradigmas instituídos. Na questão da avaliação dos alunos e das suas aprendizagens este tema é recorrente.
A defesa do abandono dos testes como ponto central da avaliação é hoje em dia um debate aceso. A impossibilidade da idoneidade na realização de testes à distância, trouxe uma adaptação forçada de elementos avaliativos. Os defensores do método “alternativo” viram a oportunidade e estão a aproveitá-la, contra a frustação dos que defendem os testes como única e exclusiva forma de aferir conhecimentos.
Pandemia “é oportunidade” para retirar peso aos testes escritos na avaliação
Diretores e professores concordam: o sistema avaliativo tradicionalmente aplicado na vasta maioria das escolas deve ser alvo de uma reforma. Uma transformação que pode ser instigada pela adaptação que as escolas já foram obrigadas a fazer, devido ao ensino à distância.
iretores e professores consideram que este é apenas um passo no caminho certo, aquele que já deveria ser o da educação, e que as escolas devem aproveitar esta oportunidade para mudar o paradigma.
“Toda a gente dá valor” a um teste escrito, “professores, pais e alunos”. “Até dá a ideia de que se não houvesse testes escritos o aluno não poderia ser avaliado, e pode”, diz o dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
A discussão adensa-se com o anúncio da possibilidade de um próximo ano letivo híbrido (com ensino presencial e à distância), por força da ausência de uma vacina que trave a atual pandemia de covid-19. Pode este critério de avaliação prevalecer com a mesma ponderação? Filinto Lima diz que “há outros critérios que devem ter maior ponderação, como a apresentação oral de trabalhos”.