Sou, por estes dias, fã, e fanático, de todos os professores. Conheço alguns. Sei das dificuldades de todos.
Ser professor é, em tempos de pandemia e de confinamento, ainda mais complexo. Um labirinto sem saída à vista. Um mar de impossibilidades. Um caos burocrático. Um mundo de limitações. Em casa, há que conseguir coordenar aulas e coordenar a própria casa — muitas vezes com filhos a terem, eles próprios, outras aulas ali ao lado. E depois ainda há que imaginar estratégias que possam trazer respostas para estes novos desafios. E soluções que têm de estar prontas ontem. Ou anteontem, se possível.
Conseguir atacar quem está, por estes dias, a dar o seu melhor, a tentar, como todos os outros, adaptar-se a uma situação de todo inesperada — e até inusitada — não é apenas um acto de cobardia. É um acto de burrice. Felizmente essas vozes não chegam ao céu.
Força, professores.