Já todos se tinham dado conta que o 3.º período ia ser algo atípico. Neste momento entende-se que a confusão e o caos reine na educação (até há quem escreva sumários estando em teletrabalho). O ME tem que se organizar, deixar os teóricos, que por lá grassam, enfiados nos papeis que não servem para nada e perceber como vai descalçar esta bota que não pediu para calçar. Mas tem que ser claro e conciso, para não haver uma escola a fazer A e a do lado a fazer Z. Neste momento, não há lugar para invenções e interpretações diversas.
Quanto aos professores, já demos conta que no próximo ano letivo vão ter que dar corda aos “sapatos” e levar os miúdos ao extremo dos extremos…
Entretanto, este será um problema menor entre todos a que o ME vai ter de dar resposta.
Para existirem notas no final do 3.º período, ministério tem de dar “orientações claras”
Tendo entrado em território desconhecido existem coisas que as escolas, por muito voluntarismo que tenham, não sabem como farão. E uma delas é esta: como avaliar os alunos no final do 3.º período se os estabelecimentos de ensino continuarem encerrados nessa altura devido à actual pandemia, como o primeiro-ministro admitiu ser muito provável nesta terça-feira. A questão é colocada pelo presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima. “Não encontrei nenhuma novidade no que o primeiro-ministro disse hoje (terça-feira) no Parlamento. Mas vamos querer novidades a 9 de Abril [o dia que o Governo tem avançado para reavaliar o encerramento das escolas). Precisamos de saber como vai decorrer o 3.º período. Que será em casa já se percebeu, mas como será feita a avaliação?”
In Público