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6000 professores no topo da carreira – Maurício Brito

A notícia parece realçar o “enorme feito” do governo de ter permitido que 6.000 docentes tivessem chegado ao topo da carreira em 2019, quando todos estes professores já o deveriam ter alcançado desde 2011. Curiosamente, o que seria interessante enfatizar – que devido à não contabilização de todo o tempo de serviço congelado, cerca de 60.000 docentes nunca chegarão ao topo, por melhores profissionais que sejam ou tentem ser. O Público que perdoe, até porque é dos poucos jornais que ainda consigo seguir, mas isto parece pura propaganda. Principalmente quando vemos a cara de um dos piores ministros da Educação da nossa história na capa a aparentar fazer “publicidade” ao “enorme” feito.

Aliás, e já agora, quando quiserem ver-me numa nova manifestação, que seja, tendo em conta o actual momento, por apenas um – um único – motivo: juntarmo-nos todos para pedir a demissão de um indivíduo que se tornou num “pau-mandado”, num compêndio de tristes figuras, numa nulidade tão grande que não há (aparentes) simpatias ou discursos eloquentes que diafarcem a sua insignificância. Marquem a hora e o lugar, e, com todo o gosto, lá estarei.

Mais de 6000 professores chegaram ao topo da carreira no último ano