No dia 13/02 foi publicada aqui a Proposta Ficcionada para a reposição dos 9 anos, 4 meses e 2 dias… que visava a recuperação do tempo de serviço congelado. Hoje apresenta-se aqui um dos porquês do artigo 6º…
Artigo 6.º
Disposições Finais e Transitórias
- O docente pode requerer a substituição de dois terços do tempo de serviço a que se refere o artigo 1.º em tempo para a aposentação sem penalizações no valor da pensão e aposentando-se no escalão da carreira docente onde se encontra à altura, desde que reúna, cumulativamente, as seguintes condições:
- .Docente posicionado no 7.º escalão ou subsequentes;
- O docente tenha idade igual ou superior a 60 anos;
- O docente tenha, pelo menos, 36 anos de tempo de serviço contabilizados.
- O requerimento pode ser submetido ao serviço responsável pelos reposicionamentos com a antecedência de 2 anos em relação à idade de 60 anos, ficando os docentes a aguardar a cumulação das condições referidas no ponto anterior e beneficiando, caso se aplique, do restante tempo de serviço para reposicionamento de escalão.
- Os docentes referidos no ponto anterior são os que perfaçam 58 anos de idade até ao final do ano de 2023.
(Se lhes trocassem os 9 anos, 4 meses e 2 dias pelo tempo remanescente, seja ele muito menos ou não, estou certo que muitos aceitariam a proposta)
Os dados são referentes aos intervalos expostos nos gráficos mas dão a conhecer o verdadeiro envelhecimento da classe docente. A imprensa nacional não pega muito nestes dados, parece que não há interesse em divulga-los. Mas eles existem e estão acessíveis a todos. A classe docente está envelhecida e nos últimos anos esse envelhecimento disparou.
Este é só meio problema. Os professores que entram na carreira, também, já têm uma “certa idade” e em termos etários não renovam a classe. Está-se a saltar um importante factor em todas as classes profissionais, a passagem de testemunho. Os mais velhos não têm a quem passar o conhecimento adquirido e quando os “novos” chegarem terão de aprender sozinhos, pois os mais velhos ou já não estão, ou não terão “capacidade” de realizar tal passagem.
No futuro, Portugal, vai sofrer de falta de professores e os responsáveis não estão a planejar, a longo prazo, como gerir a oferta e a demanda destes profissionais. Preferem contar trocos…
Ficam os dados Pordata…
Fontes/Entidades: DGEEC/MEd – MCTES, PORDATA
Última actualização: 2017-08-03