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Resultados do Inquérito – A (In)disciplina na Escola – ComRegras

 

Ficha Técnica

Universo – Professores dos Agrupamento de Escolas e Escolas não Agrupadas Públicas e Privadas de Portugal.

 Amostra – Aleatória e estratificada. A amostra contém um total 2348 inquéritos preenchidos.

Técnica – Os inquéritos foram enviados por correio eletrónico para todos os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas de Portugal e partilhado por várias salas de educação nas redes sociais e pelo blogue DeAr Lindo. O trabalho de recolha ocorreu entre o dia 5 de outubro de 2017 e 18 de novembro de 2017.

Responsabilidade do inquérito: Professor Alexandre Henriques, com o apoio da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP)

 

Conclusões:

Os professores optam preferencialmente por aulas práticas em detrimento das aulas cooperativas e expositivas.

Os professores consideram que na sua escola e na sua sala de aula há pouca indisciplina.

A frequência e a gravidade das ocorrências disciplinares, são proporcionalmente opostas: mais frequentes – menor gravidade; menos frequentes – maior gravidade.

Metade dos professores refere que gasta menos de 20% do tempo de aula com situações de indisciplina.

A grande maioria dos professores aponta os problemas familiares (económicos, afetivos, falta de acompanhamento parental, etc), a falta de valores morais e o desinteresse pela escola, como as principais causas para a indisciplina existente na sua escola.

As situações de indisciplina mais comuns na sala de aula são: a distração dos alunos; a interrupção com comentários desproporcionados; as brincadeiras/palhaçadas.

Os professores reagem preferencialmente a situações de indisciplina através da advertência calma, dialogando com os alunos de forma coletiva e/ou individual.

Os professores apontam como principais fatores para a redução da indisciplina escolar: uma maior responsabilização dos pais/encarregados de educação; redução do número de alunos por turma; aposta na formação parental.

Os professores são defensores da criação de gabinetes disciplinares e em cerca de metade das escolas dos inquiridos estes gabinetes já existem.

Os professores consideram que a direção da sua escola resolve as situações de indisciplina de forma proporcional à gravidade do ato.