Um grupo de professores (dos que lutam) esteve hoje com o primeiro ministro. O que foi desvendado sobre a conversa deixa qualquer um, que por aqui ande há uns anos a ouvir e a ler, com poucas esperanças…
“A solução política não passa por nós”, disse, acrescentando que António Costa ficou sensível, “percebeu as causas e as consequências”, e disse que vai falar com o ministro da Educação para “tentar resolver” o problema “antes de o ano lectivo se iniciar, ainda que o início desse ano lectivo sofresse um adiamento”.
Da sensibilidade não surgem soluções e se não houve abertura para resolver o problema até agora, não vai ser depois de uma troca de palavras que isso vai acontecer.
Não digo isto por não acreditar nesta luta, mas por acreditar na falta de vontade de que quem pode resolver estes problemas.
A luta é muito mais do que uma aproximação a casa ou o descontentamento por uma ultrapassagem, é pela falta de consideração por esta profissão, que ano após ano tem vindo a aumentar. A luta é pela falta de politicas para a educação. é pela constante mudança, é pela demagogia, é pela falta de coragem politica em assumir uma posição para 20 anos… é por não ouvirem quem têm de ouvir. (e não é de agora)
Se houvesse intenção de resolver este problema e outros, que por aí se vão conservando em banho maria, os discursos já o teriam anunciado…
Professores com “esperança” em solução que lhes permita fica mais perto de casa
A solução passa pela luta. E luta como esta, só mesmo esta…