Suspender metas curriculares? Sim, mas não para já
PCP pede fim imediato das regras de avaliação dos alunos. Governo diz que só faz mudanças depois de avaliação científica
A forma como os alunos são avaliados e como os programas são ensinados não vai mudar antes de haver uma avaliação científica e pedagógica do atual modelo. A garantia foi dada pelo Ministério da Educação (ME) em resposta à proposta do PCP que queria ver as metas curriculares do primeiro ciclo suspensas de imediato. Uma iniciativa que contava com a oposição das associações de professores que apesar de serem contra as metas defendem estabilidade na avaliação do alunos.
O documento do PCP vai ser votado no Parlamento a 8 de janeiro, mas é apenas uma resolução e, mesmo que seja aprovada, depende sempre do governo o avançar com a alteração das regras.
O entendimento do executivo é de que para já deve ser feita uma avaliação ao sistema e só mais tarde aplicar mudanças. Embora reconhecendo que “há problemas sinalizados em algumas das metas curriculares em vigor”, o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues, garante que “eventuais alterações serão enquadradas na definição do perfil de saída dos alunos no final da escolaridade e numa construção de uma verdadeira articulação curricular”. Deixando a “eventual suspensão de documentos orientadores” dependente do suporte de “uma avaliação científica e pedagógica”.