(…) A Fenprof considera que os dados apresentados no relatório são enviesados, desde logo por terem em conta uma comparação com o PIB e não com o indicador Paridade do Poder de Compra.
A estrutura sindical entende ainda que os dados não refletem a realidade por não terem em conta os cortes salariais em vigor desde 2011, por ignorarem que os professores estão impedidos de alcançar o topo da carreira e os congelamentos das progressões, e por não contabilizarem os impostos a retirar ao vencimento bruto.
“Num momento em que o governo (atual ou futuro) se prepara para avançar com uma Tabela Remuneratória Única (TRU) para toda a Administração Pública, pela qual pretende impor a desvalorização das carreiras de diversos corpos especiais, incluindo os docentes, a manipulação destes dados é, para si, de toda a conveniência. Falta saber se as condições políticas criadas após as eleições de 04 de outubro permitirão concretizar essa intenção. A Fenprof tudo fará, com os professores, para a contrariar” (…)