O que se encontra a negrito e a sublinhado, conforme se comprovou nesta sondagem.
Parlamento vigia Crato
Nuno Crato, que no ano passado viu o regresso às aulas manchado pelos erros na colocação de professores, também estará debaixo de todas as atenções durante a campanha eleitoral.
Para já, o grupo parlamentar do PSD tem acompanhado de perto a preparação do concurso de professores. “Estão a ser feitos testes ao sistema informático para garantir que não há problemas”, diz ao SOL um deputado social-democrata, que confessa a especial atenção dada pela maioria à Educação em campanha eleitoral. “Acima de tudo, queremos que as aulas comecem com o mínimo de incidentes. Já não temos muita esperança de que os professores votem em nós. Mas não queremos perder os pais”, assume a mesma fonte.
“O arranque do novo ano lectivo vai ser uma prova importante. O ministro vai estar sob uma grande pressão”, alerta um vice-presidente do CDS, explicando que o facto de, no ano passado, ter havido problemas que atrasar em muitos locais o início das aulas faz com que este ano “o cuidado tenha de ser ainda maior”.
Além do risco de enfrentar uma manifestação de polícias, o Governo pode ter também nas ruas os professores. Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do Meu Umbigo, reconhece mesmo que o risco de protestos a semanas das legislativas é grande, “porque é da natureza das campanhas eleitorais prestarem-se a aproveitamentos desse tipo por parte de organizações com uma agenda político-partidária muito forte”, como os sindicatos dos professores. Guinote considera, aliás, que o grau de conflitualidade no sector é grande e admite que a Educação poderá ter “efeitos dramáticos” para a coligação.