Pois, temos um colega, colocado em vaga de apoio educativo, no 1º ciclo, lá para os lados da capital, que, tendo os filhos em duas das turmas onde presta serviço, vê os seus filhos retirados das turmas onde estão matriculados durante o período em que lá se encontra, sendo que nenhum dos seus “rebentos” seja ou necessite de ser apoiado. Isto, não me parece muito correto. Não seria mais profícuo retirar da turma os alunos que beneficiam de apoio? Estamos perante um atropelo dos direitos dos filhos do colega, também eles, alunos como qualquer outro, em benefício de outros. Estamos perante um modelo que embora seja o normal, é de todo anormal para aqueles a quem prejudica. O apoio educativo tem como função a descriminação?
Um dos objetivos do apoio educativo é: “Promover a integração e a igualdade de oportunidades para todos os alunos com dificuldades de aprendizagem, motivadas quer por necessidades educativas especiais, quer por serem originários de países estrangeiros com sistemas educativos diferentes.”, logo, quem não tem dificuldades educativas não tem direito a igualdade de oportunidades… é a tal equidade…
Também há muitos colegas que, em detrimento do apoio propriamente dito, são professores “enfeitadores”, enfeitam escolas com desenhos e cartazes, colam e constroem prendas e prendinhas, máscaras e mascarilhas, vestidos e vestimentas, tudo para agradar…
Falta ao apoio educativo, clarificação. Tem, de uma vez por todas, que se clarificar e organizar o apoio educativo, e as funções do professor de apoio no 1º ciclo. Não podemos continuar a ser “pau para toda a colher”. Ou somos professores de apoio, ou professores substitutos. Ou realizamos um trabalho com continuidade pedagógica, ou os resultados serão pouco significativos e essa figura não tem razão de ser.
Pergunto-me… Qual será o real objetivo do apoio educativo?…