Blog DeAr Lindo

SOS Docentes em Timor-Leste

Reencaminhado para mim, bem como para toda a comunicação social, organizações sindicais e grupos parlamentares.

Pelos vistos apenas eu e o Ramos Horta temos ligado alguma coisa a isto, porque o que se vai passando em Timor com o PCAFE está a passar bastante ao lado dos problemas que são as condições de trabalho dos docentes portugueses nesse País.

 

NINGUÉM DETÉM ESTA VERGONHA?

 

Muito se tem falado sobre a situação dos docentes destacados em Timor-Leste (https://www.arlindovsky.net/?s=timor), no agora denominado de Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (PCAFE), anterior Projeto Escolas de Referência de Timor-Leste (PERTL).

A mais recente manifestação pública de repúdio ao que no referido projeto se passa (uma parte muito pequena é tornada pública, relativamente ao muito que havia para dizer…), feita pelo Dr. José Ramos Horta, no dia 23 do passado mês, na sua página de facebook (https://www.facebook.com/officialramoshorta?fref=ts), agitou um pouco a situação, especialmente porque em tudo ia ao encontro do que a Lusa tinha noticiado dias antes, ao ponto de, poucos dias passados, se ter noticiado que o Ministro da Educação de Timor-Leste, “desconhecedor” da situação constrangedora, iria rapidamente tomar as medidas necessárias para a rápida resolução desta questão.

A verdade é que nada foi feito, a não ser uma movimentação muito grande para se saber quem tinham sido os docentes responsáveis pelas notícias!

A verdade é que os docentes deste projeto não recebem, desde janeiro, o complemento a que têm direito, encontrando-se, por isso, alguns em situações muito complicadas de vida, em situações limite. E não fosse a ajuda de colegas que os vão socorrendo estariam mesmo a passar fome!

Se esta situação fosse nova aceitar-se-iam as pretensas justificações feitas, contudo, a realidade revela algo bem diferente: desde o início do funcionamento deste projeto que os docentes vivem esta e outras situações vergonhosas (por exemplo, seguros que não existem ou se existem nada “seguram” e substituições que demoram anos a fazer-se)! Independentemente da altura do ano, da aprovação do orçamento, da mudança governamental, a situação tem sido sempre vergonhosa! Haja vergonha! Haja quem se importe!

A embaixada de Portugal “olha para o lado e assobia”; a coordenadora portuguesa é da opinião que os docentes não têm que lamentar-se, pois até recebem vencimento em Portugal; a coordenadora timorense apenas quer o seu lugar salvaguardado, nem que para isso tenha que mudar de opinião a toda a hora; o ME de Timor-Leste “nada sabia”, mas “se soubesse” já tinha resolvido o assunto; O ME de Portugal ainda existe? A avaliar pelo silêncio conivente que sempre demonstrou, desconfia-se que realmente já implodiu!

Haja coragem para deter esta vergonha. A verdade é que este é um falso projeto que apenas serve os interesses privados de alguns.

O receio de represálias, com fundamentos provados (veja-se o caso dos juízes portugueses), faz com que por aqui nos fiquemos, apenas identificados, por agora, como: um grupo de docentes completamente abandonados à sua sorte e que deseja ver a sua situação resolvida. Investiguem. Há muito por onde o fazer.