O jornal Público na rúbrica Caras da Semana considera Nuno Crato como um ziguezagueador que foi obrigado a corrigir ao longo da semana o drama de milhares de horário zero com o qual se deparou e terminou com uma promesa de vinculação de docentes contratados.
Não vou deixar de assumir que alguns dos dados lançados para o domínio público criaram alterações que aconteceram com a conferência de imprensa da tarde de terça-feira, e que os dados que divulguei na segunda-feira tiveram repercussões nesta decisão pelo simples facto de o próprio diretor geral da administração educativa ter entrado em contacto direto com esta escola logo após conhecimento destes números e que este ziguezague também se deveu à falta de conhecimento da realidade das escolas e da forma como tudo isto afetou docentes que não estavam preparados para uma mudança tão drástica na sua vida profissional (mais logo colocarei uma ou outra entrevista da reportagem sob o título “adormeceram professores e acordaram sem turmas” que saiu hoje na edição do jornal público).
Na própria segunda feira disse que, independentemente de o MEC querer ou não divulgar esses números de DACL, o que deveria fazer era refletir sobre esses números e agir.
Agiu a tempo de permitir algumas alterações que podem dar mais alguma paz nos próximos tempos, mas não posso deixar de criticar esta opção tardia que permitiu de um momento para o outro criar a percepção que todos os indicados para ausência da componente letiva poderão ser os excedentários futuros de uma qualquer decisão forçada do exterior que venha para consolidar novas medidas orçamentais.
Apesar de ter alguma simpatia por este ministro e até considerar algumas das suas opções como boas custa-me ver que existem grandes erros que estão a ser cometidos e isso leva-me a repensar muito a ideia que tenho de Nuno Crato.