Mas qual é o interesse de voltar a ressuscitar o fantasma de MLR?
Um sistema arcaico
Quando se pergunta a um director de escola qual a sua principal aspiração, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino na sua escola, a resposta surge pronta na ponta da língua: “poder escolher os professores“.
Parece óbvio: haverá requisito mais importante para a direcção de uma escola – ou de outra instituição qualquer – que a escolha daqueles que se dirige?
Pois em Portugal convivemos há anos com um sistema único no mundo, onde são os computadores a indicar em que escola fica colocado cada professor a concurso. Mais objectivo não poderia ser; mais absurdo também não.
Certamente por isso, em entrevista concedida à ‘Revista 20/20’, Roberto Carneiro afirma sem rodeios ou receios: “Não consigo descortinar um único argumento válido para manter em vigor um sistema arcaico e centralizado de colocação de professores.”
Ora aí está uma boa dica para o actual Ministro da Educação. Se (ainda) acreditar na autonomia da escola, claro está.
Francisco Vieira Sousa, Fundador do Fórum pela Liberdade de Educação