Porque faz sentido que E(V)T e TIC, como disciplinas eminentemente práticas, não tenham dentro da sala de aula 28 alunos. O desdobramento das turmas entre si pode ser uma solução interessante sendo dado anualmente cada uma das disciplinas.
Professores de Informática dizem que é um retrocesso limitar TIC ao 2.º Ciclo
Os professores de informática consideram um retrocesso limitar o ensino das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) ao 2.º Ciclo, conforme propõe o Governo no âmbito da revisão curricular intercalar, que está em discussão pública.
A disciplina é actualmente leccionada no 9.º ano (3.º Ciclo) e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) pretende transferi-la para o currículo do 5.º e 6.º anos para garantir aos alunos mais novos uma utilização “segura e adequada” dos recursos digitais.
A Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) afirma, no parecer hoje divulgado, que Portugal até foi pioneiro nesta matéria, mas cita os exemplos de Inglaterra e França no investimento que estão a fazer, mesmo quando adoptam medidas contra a dispersão curricular.
O Reino Unido “considerou as TIC em todos os níveis de ensino (stages 1,2,3 e 4)” e França “aposta na certificação de competências dos alunos em TIC em três níveis”, lê-se no documento.
Os professores concordam com a introdução da disciplina no 2.º Ciclo, mas defendem a manutenção no 3.º Ciclo.
“É com bom grado que vemos a iniciação para as TIC num nível de escolaridade mais baixo”, escrevem os professores, sugerindo que a disciplina seja alternada com Educação Tecnológica, com as turmas divididas por turnos.