Blog DeAr Lindo

Sobre os discursos de ódio nas escolas, muitas vezes…

Há um equívoco crescente na relação entre família e escola. A ideia de que educar é uma tarefa delegável. Observa-se com inquietação a desresponsabilização de muitos pais perante comportamentos disruptivos, incumprimento de regras e até discursos de ódio. A escola atua, sinaliza, acompanha, mas encontra, demasiadas vezes, um muro de negação.

Quando convocados, alguns encarregados de educação não vêm para compreender, mas para contestar. Não escutam, defendem. Não refletem, relativizam. A frase “eu já não sei o que lhe fazer” tornou-se um álibi, quando deveria ser o ponto de partida para uma ação conjunta. Educar exige coerência entre casa e escola; quando essa ponte falha, o aluno aprende que não há consequências reais.

“O meu filho disse-me outra coisa…” Desautorizar professores fragiliza a autoridade educativa e legitima o desvio. A liberdade sem responsabilidade degenera em indisciplina; a proteção acrítica dos filhos impede o seu crescimento moral. Urge recuperar a corresponsabilidade, educar não é proteger de tudo, é preparar para o mundo, com limites, exigência e exemplo.