Mas acho que sobre isso estamos todos de acordo.
Mas em que moldes poderá ser feito ainda é uma incógnita e tenho muitas dúvidas que isto se venha a aplicar para 2026/2027, tanto mais que as vagas de professores para esse ano letivo começam a ser trabalhadas a partir da próxima terça-feira.
Começar com uma experiência piloto até pode ser uma boa ideia, mas já se percebeu que as experiências piloto fracassam quase sempre.
No meu ponto de vista o 1.º e 2.º ano de escolaridade deve manter sempre a monodocência e aceito de alguma forma que a partir daí se possa passar para um alargamento do número de docentes em cada um dos anos, tal como agora existe com o Inglês no 1.º ciclo a partir do 3.º ano.
Considero que as AEC devem acabar e que em sua substituição possa ser implementado no currículo dos alunos áreas artísticas ou físicas com a criação de novos grupos de recrutamento ou mantendo-se os grupos atuais, alargando a sua abrangência a partir do 3.º ano de escolaridade.
No caso do 2.º ciclo a matriz curricular, que se deveria iniciar no 3.º ano poderia ser mantida, criando-se assim um novo ciclo do 3.º ao 6.º ano com as mesmas áreas curriculares.
No fundo, este novo ciclo poderia ser único, com especificidades nos dois primeiros anos de escolaridade que mantinha a monodocência intacta e uma pluridocência a partir daí com um currículo pensado para 4 anos, antecipando uma entrada num ensino secundário a partir do 7.º ano onde já poderia haver áreas de escolha por parte dos alunos, como agora existe no 10.º ano.
Mas a mudança do 3.º ciclo e ensino secundário não está no programa do governo por isso nem vale muito a pensa pensar nisso para já.
Fusão 1º e 2º ciclo. “Não pode ser com base na falta de docentes”
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