Sobre esta noticia, enumeram-se os motivos dessa saída e da pouca atratividade para a entrada:
- salário insuficiente para o custo de vida e para o exercício profissional (equipamento informático, material didático);
- progressão na carreira dependente da arbitrariedade e discricionariedade do(a) avaliador(a), que implica perda de liberdade de expressão do avaliado(a) e gera uma disparidade injusta entre docentes nas mesmas condições;
- processo de reclamação e recurso da avaliação de desempenho docente que é uma farsa, não garantindo imparcialidade para o avaliado(a);
- ambiente burocrático-administrativo infernal durante o ano que consome imensas horas levando a sobrecarga e à diminuição do tempo para atividade pessoal;
- modelo pedagógico que permite que uma minoria estudantil condicione o processo de ensino-aprendizagem;
- insubordinação estudantil frequente na sala de aula, sendo extenuante ao longo do dia e não havendo mecanismos de dissuasão de comportamentos desviantes;
- conceito de estudante-cliente que torna a docência refém;
- descredibilização instalada sobre a competência científico-didática promovida pelos governos;
- proletarizacao da docência, perdendo autonomia pedagógica e transformando a docência numa mera executora de instruções;
- gestão escolar autocratica que pode assediar moralmente quem promove o autoritarismo e a perda de participação democrática, bem como da liberdade de expressão, .
- perda de dezenas de milhares de euros por causa dos cortes salariais nos últimos 20 anos
- não recuperar o ECD pré-2005
Mário Silva<